Ministro da Educação espera que todas as classificações estejam apuradas até ao fim da semana
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, espera que “no final desta semana, todos os alunos tenham a classificação da sua prova”. A partir daí, “estarão todos em igualdade”. Ouvido esta manhã no Parlamento, avançou que os erros estão a ser corrigidos e garantiu que “nenhum aluno vai ser prejudicado no Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES)”. Assegurou, ainda, que todas as informações sobre o acesso à época especial de exames serão divulgadas hoje.
Ministro da Educação garante que nenhum aluno será prejudicado Lusa
“Até ontem à noite, 227 mil provas estavam distribuídas, de um total de 290 mil”, adiantou. Face aos problemas decorrentes da digitalização das provas – como os casos em que um aluno recebe uma prova com folhas que não lhe pertencem – o ministro assegurou que há “um procedimento operacional para que qualquer desconformidade seja reportada e corrigida. Através da plataforma, a correção é automática em segundos ou minutos”. Afirma, porém, que há “muito poucos casos assim”.
Depois de receber a nota final (pós-correções), “o aluno terá 48 horas para avaliar se se justifica pedir a reapreciação”. O pagamento de 25 euros mantém-se: “É uma taxa que já existia e nunca tinha ouvido contestação”.
Fernando Alexandre voltou a apoiar a adoção do mesmo sistema de avaliação na 2.ª fase dos exames porque os erros já foram identificados e “as melhorias estarão implementadas”.
Mesmo quem viu a sua nota suspensa, “poderá concorrer ao CNAES em igualdade de circunstâncias”. O ministro afasta a alteração do prazo da 1.ª fase do concurso porque “o regulamento já previa isto”. Ou seja, quando todos os alunos souberem a sua nota, ainda estarão dentro do prazo para se candidatarem ao ensino superior na 1.ª fase do concurso.
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Já a 2.ª fase do CNAES “poderá ser alargada por alguns dias”. As informações sobre o acesso à época especial de exames, anunciada esta segunda-feira, “serão dadas hoje”.
Fernando Alexandre reiterou que, apesar do que falhou no processo de correção, “a avaliação digital tem vantagens que ultrapassam os riscos”. Trata-se de “práticas internacionais”, que “Portugal deve acompanhar”.
Com Isabel Dantas
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