Cemig é autorizada a renovar concessão de hidrelétrica de Sá Carvalho

🗓️ 2026-08-28 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -
Vista aérea de uma usina hidrelétrica com telhado branco e estrutura metálica cinza, à beira de um rio verde-escuro. Ao lado, uma estrada sinuosa e uma linha férrea cortam a paisagem montanhosa coberta por vegetação densa. O céu está nublado, e o ambiente transmite tranquilidade.
Usina Hidrelétrica de Sá Carvalho (Cemig/Divulgação)

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A Cemig, a empresa de energia elétrica de Minas Gerais, recebeu autorização do Ministério de Minas e Energia (MME) para renovar por mais 30 anos a concessão da Usina Hidrelétrica de Sá Carvalho. O contrato do empreendimento venceria em agosto deste ano.

Com a decisão, a companhia assegura a continuidade da operação da usina mineira e preserva sua capacidade instalada de 78 MW. A empresa terá agora 210 dias para avaliar os termos e assinar o novo contrato de concessão com o MME.

Sá Carvalho é a primeira de três concessões hidrelétricas da Cemig com vencimento previsto para os próximos meses. As outras são as usinas de Emborcação e Nova Ponte, cujos contratos se encerram em maio e agosto de 2027, respectivamente.

Juntas, as três hidrelétricas respondem atualmente por 55% do parque gerador próprio da Cemig. A renovação de Sá Carvalho também é vista pela empresa como um passo para encaminhar a solução dos dois ativos remanescentes, considerados estratégicos para a manutenção da capacidade de geração do grupo.

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Em nota, a Cemig afirma que a autorização resulta de trabalho técnico e de articulação institucional conduzidos junto ao ministério e figura entre os principais resultados da gestão de Alexandre Ramos Peixoto na presidência da companhia. Peixoto assumiu o cargo em maio deste ano, em substituição a Reynaldo Passanezi Filho, que esteve à frente da estatal mineira por seis anos.

Prioridade do CEO anterior

Em 2025, em entrevista à VEJA Negócios, Passanezi Filho já havia apontado a renovação das concessões de geração — incluindo Sá Carvalho, Emborcação e Nova Ponte — como um ponto essencial da estratégia da companhia, destacando o risco de perda de 1.780 MW de capacidade caso os contratos não fossem renovados. Ele defendia, à época, que uma eventual transformação da Cemig em corporação, sem controlador estatal único, facilitaria essas renovações e daria mais agilidade à empresa para competir no mercado livre de energia.

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