Certificados de Aforro vão render mais: De quanto precisa para investir?
A rentabilidade dos Certificados de Aforro vai aumentar em agosto, sendo que estes produtos da série F podem ser subscritos com um valor mínimo inicial de 100 euros, de acordo com a informação disponibilizada no portal de serviços públicos gov.pt.
De acordo com a imprensa económica, a taxa de juro base aplicável às subscrições efetuadas em agosto será de 2,474%, acima dos 2,356% de julho, o que significa que vão render mais em agosto.
O que são Certificados de Aforro?
"Os certificados de aforro são instrumentos de dívida criados com o objetivo de captar a poupança das famílias. Têm como característica principal o serem distribuídos a retalho, isto é, serem colocados diretamente juntos dos aforradores e terem montantes mínimos de subscrição reduzidos. Os certificados de aforro só podem ser emitidos a favor de particulares e não são transmissíveis exceto em caso de falecimento do titular", pode ler-se no site da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).
De acordo com o mesmo organismo, "a emissão de certificados de aforro Série F pode ser efetuada diretamente nos balcões das entidades para o efeito contratadas pelo IGCP, E.P.E., os CTT - Correios de Portugal, nos Espaços Cidadão, nos canais digitais do Banco de Investimento Global ou na app, assim como através da Internet, por acesso ao AforroNet no caso de já ser aderente a este serviço disponibilizado pelo IGCP, E.P.E. (consultar Instrução IGCP n.º 2/2025, ver também Instrução IGCP n.º 4/2024)".

Atenção às poupanças: Cerificados de Aforro voltam a render mais em julho
Atualmente, a taxa de juro dos Certificados de Aforro está nos 2,215%, de acordo com a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), mas vai aumentar para 2,356%.
Beatriz Vasconcelos | 10:20 - 29/06/2026
"Produtos financeiros favoritos das famílias"
O Governo revela também que os Certificados de Aforro "estão entre os produtos financeiros favoritos das famílias, na hora de investir as suas poupanças". Afinal, como funcionam? E quanto rendem?
"Os Certificados são um instrumento de dívida. Por outras palavras, são uma forma das famílias emprestarem dinheiro ao Estado, por um período que pode chegar aos 15 anos, e em troca receber juros trimestrais que são capitalizados e um prémio de permanência atribuível à Subscrição. O capital investido é integralmente garantido", explica o Executivo, no site dedicado ao Orçamento do Estado.
Deve saber que, "para subscrever este produto financeiro, pode fazê-lo através do Aforronet, plataforma digital do IGCP ou através dos balcões dos CTT - Correios de Portugal, nas Lojas do Cidadão e nos canais digitais do Banco de Investimento Global".
O Executivo explica que o "juro dos Certificados de Aforro varia em função da Euribor a três meses, não podendo a taxa base superar os 2,5% nem ficar abaixo de 0%". Além disso, "esta taxa base é atualizada mensalmente pela Agência de Gestão de Tesouraria e Dívida Pública – IGCP na sua página oficial".
"A esta taxa pode ser acrescentado um prémio de permanência, que depende do tempo em que o aforrador detém os Certificados", explica o Executivo, acrescentando que este prémio varia da seguinte forma:
- 0,25 % - do 2º ao 5º ano;
- 0,5 % - do 6º ao 9º ano;
- 1% - no 10º e 11º ano;
- 1,5% - no 12º e 13º ano;
- 1,75% - no 14.º e 15º ano.
Convém também referir que "pode resgatar o dinheiro aplicado nos Certificados de Aforro a partir do 3.º mês da subscrição, mas para não perder os juros, deve fazê-lo a partir da data em que ocorra o primeiro vencimento de juros da subscrição".
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