China prepara normas mais rigorosas no design automóvel perante problemas de segurança

🗓️ 2026-10-11 📁 business-finance 📝 ⏱️ 👁️ : -

A China está a preparar-se para tornar mais rigorosos os requisitos de conceção e os testes dos automóveis, depois de considerar que alguns fabricantes lançam novos modelos “seguindo a moda” e sem os testar suficientemente.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

É o que se depreende de um projeto elaborado em conjunto pelos ministérios da Indústria e Tecnologia da Informação, da Segurança Pública e da Ecologia e Ambiente, bem como pela Administração Estatal para a Regulação do Mercado (SAMR, na sigla em inglês).

A proposta, aberta a consulta pública até ao próximo dia 10 de novembro, visa impedir que cheguem ao mercado “designs inovadores com riscos de segurança” e “produtos que não tenham sido submetidos a testes e verificações de I&D suficientes”.

“Nos últimos anos, a inovação tecnológica na indústria automóvel do nosso país tem sido muito dinâmica (…). No entanto, surgiram também problemas, como o facto de alguns fabricantes lançarem novos produtos apenas por seguirem a moda ou de os testes e verificações serem insuficientes, o que aumentou os riscos de segurança e ambientais dos veículos”, refere o texto.

Para além proibições como maçanetas de porta totalmente ocultas e de ecrãs dobráveis e flexíveis, o documento estabelece que, a partir de 01 de janeiro de 2027, os fabricantes que solicitarem a aprovação de novos modelos deverão apresentar mais detalhes técnicos sobre os “projetos inovadores”.

Continue a ler após a publicidade

Continue a ler após a publicidade

No caso dos modelos deste tipo já aprovados, os fabricantes terão de enviar ao Ministério da Indústria os parâmetros técnicos e os materiais de verificação complementares antes de 01 de julho de 2027.

“Se, após essa data, um produto continuar sem ter declarado esses parâmetros nem entregue esses materiais (…) e implicar riscos de segurança, o fabricante deverá suspender imediatamente a produção, registar sem demora um plano de recolha junto da SAMR e levá-lo a cabo por iniciativa própria”, adverte o projeto de lei.

Além disso, o texto obriga à inclusão de comandos físicos nas funções “críticas para a segurança da condução” e nas funções de emergência, e estabelece testes de fiabilidade de, pelo menos, 30.000 quilómetros e ensaios de adaptação ambiental de, no mínimo, um ano, entre outros aspetos.

A iniciativa surge um mês e meio depois de as autoridades chinesas terem lançado uma campanha para melhorar a qualidade e a segurança dos automóveis de fabrico nacional, poucos dias após a SAMR ter anunciado a maior campanha de recolha da história do país, que abrangeu mais de 7 milhões de veículos.

A Tesla, a empresa norte-americana liderada por Elon Musk, foi a mais afetada, com mais de 5,7 milhões de unidades sujeitas a ‘recall’, devido a dificuldades na identificação dos mecanismos de abertura de emergência das portas e falhas nos sistemas de assistência à condução.

Continue a ler após a publicidade