Cinco vezes em que Tatá Werneck surpreendeu no drama de ‘Quem Ama Cuida’
Continua após publicidade
Tatá Werneck fez do humor sua marca na televisão, incluindo em novelas. De Valdirene, em Amor à Vida (2013), a Anely do Carmo, em Terra e Paixão (2023), a atriz acostumou a provocar risadas no público do horário nobre da Globo. Em Quem Ama Cuida, no entanto, ela encontrou o desafio de fazer o telespectador enxergar a dor por trás dos excessos de Brigitte. E tem conseguido. Quem esperava mais uma personagem cômica tem descoberto uma faceta menos conhecida da atriz, capaz de protagonizar cenas de fragilidade e sofrimento. A coluna GENTE selecionou cinco momentos que mostram que Tatá Werneck pode, sim, fazer rir, mas também emocionar.
O tapa no rosto. A cena recente em que Brigitte leva um tapa de Bia (Maria Ribeiro) é um dos momentos em que a atriz mais se distanciou da comédia. Após sair com a filha da rival com César (Rainer Cadete), sem avisar ninguém, a filha de Pilar (Isabel Teixeira) é confrontada e recebe a agressão. O tapão poderia ser mais um no histórico de novelas, mas a entrega de Tatá ajudou a transformar uma cena de conflito em um momento de vulnerabilidade.
O desabafo com os irmãos. Outro trecho que destacou o apelo dramático de Werneck foi em uma conversa de Brigitte com os irmãos, Ingrid (Agatha Moreira) e Rafael (João Vitor Silva). Ao admitir que nunca se sentiu amada por Pilar, a personagem verbaliza uma ferida que esteve presente desde o início da trama. Ali, Tatá realmente mostra uma Brigitte muito diferente daquela que persegue homens, provoca confusões e reage de maneira impulsiva.
O embate com a vilã. Cansada de ser tratada mal pela mãe, Brigitte espalha um vídeo de Pilar com Iuri (José Loreto). Em resposta, a megera expulsa a filha de casa. Além da interação de duas atrizes de peso, a cena ganha força porque Tatá não tenta suavizar o sofrimento com uma piada ou exagero cômico. Ela sustenta o abandono e faz o público acompanhar a humilhação de Brigitte. Aqui, Isabel Teixeira também merece destaque pela composição de Pilar, uma das responsáveis por tornar a relação entre as duas tão explosiva.
Continua após a publicidade
Na rua, com as malas. Sem precisar de grandes diálogos, Tatá transmite a sensação de abandono e desamparo na sequência em que Brigitte caminha pela rua com as malas depois de ser expulsa de casa. É uma passagem na qual a atriz consegue comunicar o drama sem transformar o sofrimento em caricatura.
A conversa com Rosa. Em mais de uma ocasião, Brigitte buscou consolo de Rosa (Tatiana Tiburcio), que a acolhe como uma mãe. Em poucos minutos, Tatá revela a fragilidade escondida nos comportamentos impulsivos da personagem e também ajuda a explicar o peso da rejeição da mãe. A conversa ainda deixa no ar a sensação de que, por trás da Brigitte expansiva e problemática, Walcyr Carrasco e Claudia Souto ainda guardam uma história maior do que a apresentada até agora.
Continua após a publicidade
(Agora a coluna GENTE também está no Instagram. Siga o perfil @veja.gente)
Publicidade