Cinco vezes em que Tatá Werneck surpreendeu no drama de ‘Quem Ama Cuida’

🗓️ 2026-08-22 📁 entertainment 📝 ⏱️ 👁️ : -
Mulher de cabelos castanhos claros, com expressão de choro e olhos marejados, vestindo camisa jeans azul e avental vermelho, em ambiente com luzes vermelhas e garrafas desfocadas ao fundo
Tatá Werneck como Brigitte em 'Quem Ama Cuida' (Globo/Divulgação)

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Tatá Werneck fez do humor sua marca na televisão, incluindo em novelas. De Valdirene, em Amor à Vida (2013), a Anely do Carmo, em Terra e Paixão (2023), a atriz acostumou a provocar risadas no público do horário nobre da Globo. Em Quem Ama Cuida, no entanto, ela encontrou o desafio de fazer o telespectador enxergar a dor por trás dos excessos de Brigitte. E tem conseguido. Quem esperava mais uma personagem  cômica tem descoberto uma faceta menos conhecida da atriz, capaz de protagonizar cenas de fragilidade e sofrimento. A coluna GENTE selecionou cinco momentos que mostram que Tatá Werneck pode, sim, fazer rir, mas também emocionar.

O tapa no rosto. A cena recente em que Brigitte leva um tapa de Bia (Maria Ribeiro) é um dos momentos em que a atriz mais se distanciou da comédia. Após sair com a filha da rival com César (Rainer Cadete), sem avisar ninguém, a filha de Pilar (Isabel Teixeira) é confrontada e recebe a agressão. O tapão poderia ser mais um no histórico de novelas, mas a entrega de Tatá ajudou a transformar uma cena de conflito em um momento de vulnerabilidade.

O desabafo com os irmãos. Outro trecho que destacou o apelo dramático de Werneck foi em uma conversa de Brigitte com os irmãos, Ingrid (Agatha Moreira) e Rafael (João Vitor Silva). Ao admitir que nunca se sentiu amada por Pilar, a personagem verbaliza uma ferida que esteve presente desde o início da trama. Ali, Tatá realmente mostra uma Brigitte muito diferente daquela que persegue homens, provoca confusões e reage de maneira impulsiva.

O embate com a vilã. Cansada de ser tratada mal pela mãe, Brigitte espalha um vídeo de Pilar com Iuri (José Loreto). Em resposta, a megera expulsa a filha de casa. Além da interação de duas atrizes de peso, a cena ganha força porque Tatá não tenta suavizar o sofrimento com uma piada ou exagero cômico. Ela sustenta o abandono e faz o público acompanhar a humilhação de Brigitte. Aqui, Isabel Teixeira também merece destaque pela composição de Pilar, uma das responsáveis por tornar a relação entre as duas tão explosiva.

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Na rua, com as malas. Sem precisar de grandes diálogos, Tatá transmite a sensação de abandono e desamparo na sequência em que Brigitte caminha pela rua com as malas depois de ser expulsa de casa. É uma passagem na qual a atriz consegue comunicar o drama sem transformar o sofrimento em caricatura.

A conversa com Rosa. Em mais de uma ocasião, Brigitte buscou consolo de Rosa (Tatiana Tiburcio), que a acolhe como uma mãe. Em poucos minutos, Tatá revela a fragilidade escondida nos comportamentos impulsivos da personagem e também ajuda a explicar o peso da rejeição da mãe. A conversa ainda deixa no ar a sensação de que, por trás da Brigitte expansiva e problemática, Walcyr Carrasco e Claudia Souto ainda guardam uma história maior do que a apresentada até agora.

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