Cirque du Soleil: rotina dos artistas inclui funk no treino e automaquiagem
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Cirque du Soleil retorna ao Brasil com espetáculo Alegría - In a New Light. O Metrópoles visitou as tendas e conheceu os bastidores do show
02/09/2026 21:09

O Cirque du Soleil apresenta no Brasil o espetáculo Alegría – In a New Light, uma releitura do clássico Alegría, que foi apresentado entre 1994 e 2013. Com seis brasileiros no time de trapézio voador, os treinos costumam ser ambientados por nada menos que música funk.
O Metrópoles foi conhecer o que acontece debaixo da lona e conversou com dois dos trapezistas: Julio Cezar e Pati Kuwai.
Nascido dentro de um picadeiro, Julio pontuou as principais diferenças na rotina de um circo tradicional e do Cirque du Soleil. Segundo ele, a vida na trupe é bem agitada devido à convivência com diversas culturas.
“A gente precisa manter um nível de seriedade muito grande. Até nos dias de folga, a gente pensa em manter o que a gente tem aqui pra poder entregar uma performance. O dia a dia, alimentação, treinamento, tudo. A gente faz em prol do espetáculo. Então, isso, literalmente, é a nossa vida. A gente vive para isso e a gente tem que, literalmente, viver pro circo”, explicou.
Já Pati chegou a cursar faculdade de Relações Internacionais antes de descobrir, aos 21 anos, a arte circense. Para ela, mesmo com a rotina cansativa, as apresentações são eletrizantes.
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“Tem dias que a gente chega a fazer três apresentações, mas a gente vai se adaptando. Conforme vão passando os dias, você já vai dosando os treinos, vai dosando o que você vai fazer durante o dia e durante a noite. Mas, principalmente aqui no Brasil, eu estou sentindo muito que o show dá essa energizada, porque o público é muito incrível. O público brasileiro é muito diferenciado”, admitiu.

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O Cirque du Soleil apresenta no Brasil o espetáculo Alegría - In a New Light
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In a New Light é uma releitura do clássico Alegría, que foi apresentado entre 1994 e 2013
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A nova versão conta o trabalho da diretora artística Rachel Lancaster
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Rachel luta diariamente para manter o musical relevante e as histórias interessantes a cada apresentação
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Na trupe desde 2011, Lancaster detalhou ao Metrópoles como realizou as adaptações que fazem o show continuar atual
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Segundo ela, Alegría - In a New Light foi lançado em 2019, após a grande demanda do público pela volta de Alegría
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O primeiro passo foi entender o que faz o espetáculo ser tão especial: a história, o ato, a música ou a tecnologia
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No dia-a-dia, durante a temporada, o trabalho da diretora artística é o de aperfeiçoar os artistas de todas as modalidades circenses e mantê-los motivados
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De tempos em tempos, a diretora artística questiona se a história está sendo contada da melhor forma possível
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Ela explicou que, acrobaticamente, muitos dos integrantes do Cirque du Soleil são campeões mundiais e ex-atletas olímpicos
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Alegría - In a New Light apresenta uma criação surpreendente — uma versão moderna que reacende as emoções e a magia de Alegría, celebrando os pilares do sucesso do espetáculo
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O espetáculo fica em cartaz no Parque Villa-Lobos, zona oeste de São Paulo, até o dia 8 de novembro
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A rotina nas tendas é intensa durante toda a temporada. A trupe viaja com 85 contêineres de materiais e chega a fazer 600 trocas de roupas, perucas e sapatos. Ao todo, 300 pessoas trabalham diariamente nas fantasias.
Outro detalhe curioso dos bastidores é que cada integrante aprende a fazer a própria maquiagem e se arruma “sozinho” para as apresentações. A estrutura montada para os artistas também conta com massagistas, fisioterapeutas, equipamentos de treino, televisões, sofás e até colchões, onde eles podem descansar entre um treino e outro.
Cirque du Soleil em São Paulo
In a New Light apresenta uma criação surpreendente — uma versão moderna que reacende as emoções e a magia de Alegría. O espetáculo fica em cartaz no Parque Villa-Lobos, zona oeste de São Paulo, até o dia 8 de novembro.
A nova versão também acompanha o trabalho da diretora artística Rachel Lancaster, que se dedica diariamente a manter o musical relevante e renovar as histórias apresentadas no palco. Na trupe desde 2011, Lancaster contou ao Metrópoles como foram pensadas as adaptações que mantêm o espetáculo atual. Segundo ela, Alegría – In a New Light foi lançado em 2019, após uma grande demanda do público pelo retorno do espetáculo. O primeiro passo foi entender o que tornava o musical tão especial: a história, os atos, a música ou a tecnologia.
“Uma audiência em 2019 era diferente de uma audiência em 1994 e nosso show foi realizado por muitos anos, então precisávamos ter certeza de que ainda iria falar com uma audiência em 2035, potencialmente. Então, vários aspectos diferentes foram considerados e readaptados, além de novas ideias e novos atos que são únicos para essa versão”, explicou.
No dia a dia, durante a temporada, o trabalho da diretora artística é o de aperfeiçoar os artistas de todas as modalidades circenses e mantê-los motivados, de tempos em tempos, questionando se a história está sendo contada da melhor forma possível. Ela explicou que, acrobaticamente, muitos dos integrantes do Cirque du Soleil são campeões mundiais e ex-atletas olímpicos, então, é preciso manter toda apresentação interessante para que não seja apenas uma repetição para o grupo.
Serviço
Onde: Parque Villa-Lobos
Endereço: Avenida Queiroz Filho, 1.315 (Bolsão B) – Vila Hamburguesa
Quando: Até 8 de novembro
Horário: Quarta e quinta-feira, às 20h | Sexta-feira, às 16h e às 20h | Sábado, às 16h e às 20h (há sessão extra às 12h em datas específicas) | Domingo, às 15h e às 19h
Preço: A partir de R$ 240 (meia) e R$ 480 (inteira)
Onde comprar: Eventim