CNN, Politico e MS NOW voltam a entrar na Casa Branca após ordem judicial
As estações CNN e MS NOW e o jornal online Politico voltaram a ter acesso à Casa Branca, após uma decisão judicial que ordenou a restituição imediata das credenciais de imprensa, retiradas por ordem do Presidente Donald Trump.
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EscolherDepois de continuarem a ver-lhes barrado, esta quinta-feira de manhã, o acesso à residência oficial do Presidente norte-americano, apesar da decisão do juiz federal Timothy Kelly, de Washington, os profissionais dos três órgãos de comunicação social banidos por Trump já conseguiram aceder esta quinta-feira à tarde à Casa Branca.
Ao verem ser desrespeitada esta quinta-feira de manhã a ordem do tribunal, as estações CNN, MS NOW (antiga MSNBC) e o jornal online Politico solicitaram uma audiência urgente ao juiz Timothy Kelly, queixando-se de que os serviços secretos da Casa Branca confiscaram as acreditações de imprensa a alguns dos seus profissionais, e, ao início da tarde, cerca das 12:30 locais (17:30 de Lisboa), puderam finalmente voltar a aceder ao edifício.
“A CNN foi autorizada a regressar à Casa Branca na quinta-feira ao meio-dia, depois de um juiz federal ter ordenado que a administração Trump restabelecesse temporariamente o seu acesso“, indicou a estação no seu site, lembrando que, de manhã, a sua repórter Betsy Klein e um fotojornalista foram impedidos de entrar.
A MS NOW e o Politico também já confirmaram que os seus profissionais puderam voltar a entrar na Casa Branca.
Trump anunciou na passada sexta-feira um veto ao jornal Político e às cadeias de televisão CNN e MS NOW por alegadamente divulgarem “notícias falsas” e, mais tarde, acusou-os de porem em risco a segurança nacional com as suas reportagens.
No início da semana, os três órgãos de comunicação social apresentaram, em conjunto, uma queixa por violação da Primeira Emenda da Constituição, tendo o juiz federal Timothy Kelly ordenado que lhes fosse restabelecido o acesso, ao considerar que a proibição ocorreu “sem o devido processo legal”.
A ordem de emergência tem efeito temporário, vigorando até 08 de outubro, e determina o acesso desses meios de comunicação à Casa Branca, pelo menos “até que o tribunal emita outra ordem ou até que a medida anunciada hoje caduque”. O juiz do Tribunal Distrital de Washington DC deferiu, com a decisão, o pedido dos meios de comunicação afetados, que solicitaram essa ordem de emergência temporária enquanto se analisa o mérito do caso.
Os advogados questionaram a invocação de questões de segurança nacional como fundamento da decisão, quando, argumentaram, as primeiras afirmações públicas de Trump centraram-se em informações que considerava falsas ou negativas.
O processo colocado por CNN, MS NOW e Politico sustenta que a retirada das credenciais é uma represália pelo conteúdo das suas notícias e uma violação da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, além de questionar a retirada das autorizações aos jornalistas sem notificação prévia, nem uma oportunidade para impugnar a decisão.
Na sequência da decisão de Trump de vedar o acesso a CNN, Politico e MS NOW, as outras quatros estações membros do ‘pool’ televisivo da Casa Branca — CBS, ABC, NBC e Fox News — decidiram cessar a sua participação, num gesto de solidariedade sem precedentes.
No terceiro dia de boicote do fluxo de vídeo distribuído às emissoras de televisão, nem a Fox News, nem a CNN, nem a MS NOW transmitiram em direto as imagens da receção de Donald Trump ao Presidente chinês Xi Jinping, nos arredores de Washington.
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