Colômbia entra em ‘fase final’ de resgates após terremoto que deixou ao menos 250 mortos
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As equipes de emergência da Colômbia entraram nesta quarta-feira, 12, na “fase final” das buscas por sobreviventes do terremoto de magnitude 7,4 que abalou o país na segunda-feira. O número de mortos chegou a pelo menos 250, enquanto cerca de 3.700 famílias ficaram desabrigadas, segundo a agência nacional de gestão de desastres.
O período considerado mais favorável para encontrar sobreviventes sob os escombros se aproxima do fim. “Estamos entrando na fase final das primeiras 72 horas”, afirmou Alejandro Eder, prefeito de Cali, uma das cidades mais afetadas. Eder ressaltou, porém, que pessoas ainda podem ser encontradas depois desse período, embora as chances sejam menores.
O tremor, considerado o mais forte registrado na Colômbia neste século, sacudiu
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várias cidades da região cafeteira colombiana. Em Cali e Pereira, onde diversas famílias dormem nos parques com medo dos tremores secundários, equipes trabalharam durante a madrugada com cães farejadores, guindastes e máquinas pesadas, enquanto voluntários retiravam escombros manualmente.
A população também se mobilizou para ajudar as áreas atingidas. Moradores levaram água, alimentos e outros mantimentos aos locais mais afetados, enquanto centros de doação de sangue registraram longas filas.
A operação ganhou um momento de esperança com o resgate de Daniela Largo, de 32 anos, encontrada viva após permanecer 35 horas sob os escombros de um hotel em Pereira. A mulher foi localizada depois que um morador ouviu seus pedidos de socorro e removeu, com a ajuda dos vizinhos, os detritos até a chegada das equipes de resgate.
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“No momento em que estávamos perdendo as esperanças, recebemos uma ligação”, disse à agência de notícias AFP a mãe de Daniela, Sandra Milena Pérez, explicando que um vizinho ouviu gritos da filha.
Várias instalações hospitalares foram danificadas e muitos pacientes tiveram que ser atendidos na calçada. Escolas públicas não voltaram a abrir nesta quarta-feira, 12. O terremoto também afetou seis aeroportos e dois permanecem fechados para voos comerciais. O presidente Abelardo de la Espriella, que tomou posse em 7 de agosto, declarou estado de emergência no país e três dias de luto nacional em memória das vítimas do devastador terremoto.
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“Perdemos tudo”
Localizada no turístico Eixo Cafeteiro, Pereira foi a segunda cidade mais afetada, com 72 mortos. A maioria dos seus mais de 480 mil habitantes ficou sem acesso à energia elétrica e muitos escolheram passar as noites ao relento, por medo dos tremores secundários ou porque suas casas estão muito danificadas.
“É coisa de filme de terror, porque está tudo escuro, mas também é muito bonito ver como as pessoas se unem”, disse Daniel Hernández, tatuador e voluntário de 31 anos.
Um abrigo improvisado foi instalado em um parque. Nos supermercados, há relatos de escassez de água e alimentos, mas milhares de pessoas levaram água, comida e suprimentos aos bairros afetados, enquanto longas filas se formaram diante dos centros de doação de sangue.
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“Perdemos tudo, mas estamos vivos”, disse à AFP John Tabasco, garçom de 23 anos, ao lado de sua mulher e de seu filho de sete meses. “Foram momentos de medo, pânico, psicose”, acrescentou.
Durante uma visita a Pereira na terça-feira, De la Espriella anunciou ajuda aos desabrigados, incluindo subsídios de moradia. Além disso, o governo dos Estados Unidos, aliado do novo governo, ofereceu uma ajuda de US$ 15,5 milhões (R$ 80 milhões), enquanto a União Europeia anunciou que liberou 2 milhões de euros (quase R$ 12 milhões) para ajudar a Colômbia.
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O epicentro do terremoto foi localizado perto de San José del Palmar, em Chocó, uma região pobre de difícil acesso devido aos danos nas rodovias. O tremor evoca a tragédia do forte terremoto de 1999, que deixou quase 1.200 mortos na zona cafeteira.
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