Com assassinato de mãe de três filhos, região de Campinas chega a 15 feminicídios em 2026 | G1
Morte de Talita Ramos Andrade, de 35 anos, em Artur Nogueira elevou para 15 o número de casos registrados neste ano; em 13 deles, os suspeitos eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas.
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O assassinato de Talita Ramos Andrade, de 35 anos, elevou para ao menos 15 o número de feminicídios na região de Campinas em 2026.
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O suspeito Anderson Souza Andrade Ramos, de 42 anos, ex-companheiro da vítima, foi baleado e preso nesta segunda-feira (7). Ele se escondia em um galinheiro.
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Um levantamento mostra que a violência contra a mulher ocorre principalmente em casa. Em 13 dos 15 casos deste ano, o suspeito era companheiro ou ex-companheiro.
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Talita havia se mudado para Campinas por medo de ameaças do ex-companheiro. Ela possuía medida protetiva e havia registrado boletim de ocorrência contra ele.
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Campinas lidera as ocorrências da região, com 4 feminicídios registrados em 2026. O município de Hortolândia aparece na sequência, com 3 casos.

Escondido sob galinheiro, procurado por feminicídio é baleado e preso em Artur Nogueira
O levantamento mostra que a violência contra a mulher permanece concentrada principalmente no ambiente doméstico.
Em 13 dos 15 casos registrados neste ano, o suspeito era marido, companheiro ou ex-companheiro da vítima.
Talita Ramos Andrade foi encontrada morta em estrada rural de Artur Nogueira — Foto: Arquivo pessoal
Talita havia se mudado de Artur Nogueira após o fim do relacionamento com Anderson. Ela vivia em Campinas por medo de ameaças e para recomeçar a vida, segundo a família.
A vítima possuía medida protetiva contra o ex-companheiro e havia registrado, neste ano, um boletim de ocorrência em que relatou ser alvo constante de ameaças.
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Casos por cidade
Campinas lidera o número de ocorrências, com quatro feminicídios em 2026, seguida por Hortolândia, com três. Veja os números:
- Campinas: 4
- Hortolândia: 3
- Artur Nogueira: 2
- Valinhos: 2
- Itapira: 1
- Lindóia: 1
- Sumaré: 1
Relembre os casos:
- 16 de janeiro: Letícia Chaves de Oliveira, de 26 anos, foi morta a tiros dentro de casa, no bairro Samambaia, em Valinhos (SP). O marido, Maicon César Ferreira, foi preso no mesmo dia. A vítima foi baleada na frente dos filhos, de 11 e 4 anos.
- 22 de janeiro: Yasmin Evely da Silva, de 25 anos, foi espancada e esfaqueada até a morte pelo marido no Jardim Nova Esperança I, em Sumaré (SP). Diego Molino da Silva fugiu após o crime, mas foi localizado e preso em Hortolândia. A investigação apontou que ele monitorava a vítima por meio de uma câmera instalada na residência.
- 30 de janeiro: Naiara Souza Lopes, de 33 anos, foi morta a facadas dentro de casa, no bairro Sacilotto, em Artur Nogueira. O ex-marido da vítima, Ricardo Machado de Souza, que não aceitava o fim do relacionamento e se entregou à polícia semanas depois. O filho do casal, de 3 anos, teria presenciado o crime.
- 2 de fevereiro: Rita de Cássia da Silva Coura, de 48 anos, foi encontrada morta dentro da casa onde vivia, no Jardim Campos Elíseos, em Campinas. O companheiro foi preso e a família relatou um histórico de agressões ao longo do relacionamento de cerca de 30 anos.
- 2 de fevereiro: Ana Paula Perpétuo, de 41 anos, foi morta a marretadas dentro de casa, na região central de Lindóia. O marido, José Edson Gonçalo dos Santos, confessou o crime e foi preso pela Guarda Municipal.
- 14 de março: Julyene de Lima dos Santos, de 27 anos, foi morta a facadas na Rua Guarujá, no Jardim Europa, em Hortolândia. O principal suspeito, o companheiro José Felipe Pereira de Souza, foi localizado dias depois e preso pela Guarda Municipal de Vinhedo.
- 29 de abril: Carla Viviane da Silva, de 28 anos, morreu após ser atingida por um tiro dentro da própria casa, em Hortolândia. O companheiro, Hendryo Arnobio de Araujo Santos, foi preso. Segundo a investigação, o casal discutia quando ele pegou uma arma para ameaçá-la. A vítima deixou dois filhos, de 7 e 9 anos.
- 1º de maio: Vanessa Oliveira dos Santos, de 19 anos, foi morta com golpes de martelo e facadas em um apartamento no Parque Progresso, em Itapira. Dois homens foram presos em flagrante pelo crime.
- 9 de maio: Najylla Duenas Nascimento, de 34 anos, foi morta a tiros pelo companheiro, o guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, durante a festa de casamento do casal, em Campinas. Após fugir, ele retornou ao local e se entregou. A vítima deixou três filhos.
- 1º de junho: Jaciara Lima, de 45 anos, foi morta a facadas pelo companheiro dentro da residência do casal, no Residencial Olímpia, em Campinas. Segundo a polícia, o crime ocorreu durante uma discussão. Após matar a vítima, o homem tirou a própria vida.
- 12 de junho: Fabiola Batista Dias, de 31 anos, mulher trans, morreu após ser agredida por um homem com quem mantinha relacionamento, na Vila Vitória, em Campinas. O suspeito foi preso em flagrante.
- 8 de agosto: Eliane do Carmo Pereira, de 42 anos, foi morta a facadas dentro de casa, no bairro Ana Carolina, em Valinhos. O marido, Márcio de Souza Milani, tentou se matar após o crime e permaneceu internado sob escolta policial. A vítima havia registrado ameaças anteriormente.
- 9 de agosto: Elinalva Mendes Teixeira Pacheco, de 35 anos, foi encontrada morta com golpes de faca dentro de casa, no Jardim Campo Belo, em Campinas. O companheiro, Antônio Rocha, foi preso em Goiás dias depois. A polícia descobriu que ele tinha histórico de violência contra outras mulheres.
- 4 de setembro: Cleonice Aparecida Pinheiro de Oliveira, de 54 anos, foi morta a facadas dentro de casa, no Jardim Minda, em Hortolândia. O companheiro, Cristiano Ribeiro, foi preso em flagrante por feminicídio.
- 5 de setembro: Talita Ramos Andrade, de 35 anos, foi encontrada morta em uma estrada rural de Artur Nogueira. Ela tinha medida protetiva contra o ex-companheiro, Anderson Sousa Andrade Ramos. A Justiça decretou a prisão preventiva dele, que foi baleado e preso após buscas em uma região de mata.