Milly Lacombe: Com drama, Flu foi heroico na Argentina
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Não foi um jogo brilhante mas é mata-mata de Libertadores então tensão rima com emoção. Depois de um frustrante empate sem gols no Maracanã, o Fluminense foi à Argentina tentar uma vitória contra o Rivadavia, o clube que acabou dando ao tricolor a classificação para a fase eliminatória. Jogo truncado, Fluminense sem conseguir criar mas mantendo um certo controle do jogo. No segundo tempo, ainda com um zero a zero no placar, o Rivadavia se mandou para o ataque e, ainda no começo, Canobbio foi expulso. O que parecia complicado ficou dramático.
Marcão, o treinador interino depois da saída de Zubeldia, demorou para mexer e o time levava um sufoco. Pouco antes dos 30, Marcão tira Ganso e Hulk e coloca Acosta e Serna. Pede para o time mandar bolas no Serna e pede para o Serna correr. O atacante obedece, o time obedece e o Fluminense, com um a menos, acha um contra-ataque e o gol.
Thiago Silva, na zaga, atuando como um treinador. Marcão, do lado de fora, extremamente calmo e controlado, o que acalmava o time.
Pressão total do time da casa, Fluminense recuado e preparado para o sufoco. Sai Soteldo e vem mais um zagueiro. Vai ser na emoção e vai ser para os fortes. Virou ataque contra defesa, o Fluminense dando chutões quando recuperava a bola.
Parecia que ia ser no sufoco até que, aos 45 minutos, o juizão e o VAR inventaram um pênalti para o Rivadavia. Jogo empatado e indo para o meme do sapo: damas e Caballeros, é de mi agrado informarles. Lá vamos nós para esse momento sádico do futebol que é uma decisão de vaga nos pênaltis.
Deu Flu, pelas mãos do assombroso Fabio. Pelos pés de Guga, de Martinelli, de Thiago Silva. Deu Flu, esse time que sabe renascer quando ninguém mais espera. Vamos às quartas.
Opinião
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.
