Como afastar vespas do jardim sem venenos: especialista revela método económico e sustentável
Com a chegada do tempo quente, aumenta também a atividade das vespas, tornando a presença destes insetos mais frequente em jardins, terraços e espaços exteriores. Entre abril e setembro, as colónias encontram-se particularmente ativas, sendo que o período de maior agressividade costuma ocorrer no final do verão, altura em que as vespas-rainhas deixam de pôr ovos e os ninhos entram na fase final do seu ciclo de vida. Para quem procura reduzir a presença destes insetos sem recorrer a inseticidas ou armadilhas, uma especialista em jardinagem partilhou um método simples, económico e mais amigo do ambiente: utilizar um saco de plástico para simular um ninho de vespas.
A recomendação foi divulgada por Ish, especialista em jardinagem que publica regularmente conteúdos na rede social TikTok através da conta “Gardening.wish.ish”. Segundo explica, este método caseiro consiste em transformar um saco de plástico comum numa estrutura arredondada e irregular que se assemelhe visualmente a um ninho de vespas. Para isso, basta enrolar o saco até obter um formato semelhante ao de um ninho e, caso seja necessário, colocar outro saco no interior para ajudar a manter o volume. Depois, a estrutura deve ser pendurada com uma corda num local bem visível do jardim.
Porque pode resultar este truque?
O princípio deste método assenta no comportamento territorial das vespas. Ao identificarem aquilo que aparenta ser um ninho já ocupado, estes insetos poderão interpretar que existe outra colónia instalada naquela zona e evitar construir um novo ninho nas proximidades.
De acordo com a especialista, esta solução destaca-se não apenas pela simplicidade e pelo baixo custo, mas também por ser uma alternativa mais sustentável quando comparada com o recurso a venenos ou armadilhas, uma vez que pretende apenas afastar as vespas, sem as eliminar.
Especialistas desaconselham destruir ninhos sem necessidade
Apesar da má reputação que frequentemente têm, as vespas desempenham um papel importante nos ecossistemas. Tal como outros insetos, também contribuem para a polinização de diversas espécies vegetais, ajudando à preservação da biodiversidade.
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Por essa razão, os especialistas recomendam que os ninhos não sejam perturbados ou destruídos, exceto quando representem um risco efetivo para pessoas ou animais. Caso uma colónia se instale no jardim, o aconselhável é contactar uma empresa especializada em controlo de pragas ou um profissional habilitado para remover o ninho em segurança.
Como alternativa para reduzir a presença destes insetos, podem ainda ser utilizados repelentes naturais, como o vinagre de limpeza, referido igualmente como uma opção para ajudar a afastar as vespas.
Como identificar um ninho de vespas no jardim
Existem vários sinais que podem indicar a presença de um ninho de vespas:
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- Os ninhos apresentam normalmente uma aparência semelhante à do papel, sendo construídos a partir de polpa de madeira misturada com saliva.
- À medida que a colónia cresce, o ninho aumenta também de dimensão, podendo atingir o tamanho de uma bola de futebol ou até ultrapassá-lo.
- Costumam localizar-se em zonas protegidas, como cavidades em paredes, beirais, telhados, arbustos ou outros locais abrigados.
- A construção é iniciada pela vespa-rainha, sendo posteriormente ampliada pelas vespas-operárias.
Atenção para não confundir vespas com abelhas
Os especialistas alertam ainda para a importância de distinguir corretamente um ninho de vespas de uma colmeia de abelhas. Ao contrário das vespas, muitas espécies de abelhas encontram-se protegidas devido ao seu papel essencial na polinização e na manutenção dos ecossistemas.
Assim, caso seja identificado um enxame ou uma colmeia, a recomendação passa por contactar um apicultor, que poderá proceder à sua recolocação em segurança, evitando danos para os insetos e reduzindo o risco para as pessoas. Já no caso das vespas, sempre que exista perigo associado à presença de um ninho, a intervenção deverá ser realizada exclusivamente por profissionais especializados, evitando tentativas de remoção que possam desencadear ataques destes insetos.