Como funciona milionário canal de fornecimento de drogas do CV, alvo de operação interestadual
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nesta terça-feira, 22, uma operação contra um dos principais canais de fornecimento de drogas do Comando Vermelho (CV). São cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas. Até a última atualização desta reportagem, seis pessoas haviam sido presas, entre elas o principal alvo, Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como “Boss” (chefe, em inglês).
A Operação Icarus é comandada por agentes do Serviço de Investigações Complexas da Corregedoria-Geral (SIC/CGPOL) e da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE), com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Ministério Público, da Corregedoria da Polícia Militar, da Polícia Penal e das polícias civis de São Paulo, Minas Gerais e Alagoas.
Também são cumpridas medidas judiciais para a apreensão de eletrônicos, documentos, valores, veículos e elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.
As investigações começaram após a apreensão de anotações de Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, o “My Thor”, considerado uma das lideranças do CV. Entre os documentos, estavam registros de contabilidade do tráfico de pagamentos realizados por “My Thor” a “Boss”. Laércio é apontado como fornecedor de drogas e articulador central da estrutura criminosa, diretamente ligado aos chefes da facção.
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Esquema milionário
Segundo as apurações, ele controlava a rota de tráfico Rio-São Paulo e abastecia comunidades no Rio. O investigado foi detido em Maceió, capital do Alagoas, em uma ação conjunta da SSINTE e da Corregedoria-Geral de Polícia Civil na segunda-feira 21.
As diligências também indicaram que Laércio seria responsável por negociar cargas, organizar fretes e pagamentos, coordenar operadores logísticos e utilizar pessoas interpostas para movimentar valores provenientes do crime.
As investigações identificaram operações financeiras consideradas atípicas envolvendo investigados e pessoas jurídicas, possivelmente usadas para a ocultação e dissimulação de valores. As movimentações, segundo a Polícia Civil, chegaram a R$ 70.497.597 em curto período.
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“Duas grandes apreensões de drogas estão relacionadas à estrutura investigada. Em 2 de fevereiro de 2024, foram apreendidos 715,7 quilos de cocaína e maconha em Guarulhos, São Paulo”, informou a Polícia Civil do Rio em nota. “Em 31 de maio do mesmo ano, policiais apreenderam outros 73,8 quilos de cocaína em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio.”
“Os elementos reunidos durante a investigação indicam que as duas cargas estavam inseridas na mesma dinâmica de transporte interestadual de entorpecentes”, acrescentou o comunicado. “A investigação também identificou o uso de empresas dos setores de transporte e logística para ocultar e viabilizar o envio de drogas entre São Paulo e Rio de Janeiro.”
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