PIB: IBGE divulga consumo e investimentos no 2º trimestre - 01/09/2026 - Economia - Folha
O consumo das famílias brasileiras recuou 0,4% no segundo trimestre de 2026, frente aos três meses imediatamente anteriores, apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A taxa veio após a alta de 0,8% registrada na mesma base de comparação no primeiro trimestre. O consumo das famílias responde por quase 65% do PIB sob a ótica da demanda por bens e serviços. A última queda no indicador ocorreu no terceiro trimestre de 2025.
Os investimentos produtivos, medidos pela FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), tiveram alta de 1,2% no segundo trimestre. O desempenho sinaliza perda de ritmo depois do crescimento verificado nos três meses iniciais de 2026 (3,4%).
O segundo trimestre foi marcado pelos juros altos para conter a inflação no país. Esse cenário dificulta os investimentos de empresas e o consumo de parte dos bens e serviços pelas famílias. O endividamento dos brasileiros representou uma trava adicional para o consumo.
O mercado de trabalho, por outro lado, seguiu mostrando sinais de força. O governo Lula (PT) também apostou em medidas de estímulo à economia em uma tentativa de impedir uma desaceleração mais forte antes das eleições.
Folha Mercado
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O PIB, em termos gerais, teve variação positiva de 0,5% no intervalo de abril a junho. Além do consumo das famílias e dos investimentos, o cálculo do indicador sob a ótica da demanda inclui ainda as exportações, as importações e o consumo do governo.
As exportações de bens e serviços caíram 0,8% no segundo trimestre, em relação ao primeiro, e as importações aumentaram 1,8%. O consumo do governo subiu 0,4%, mesmo resultado do trimestre anterior.
Em relação ao segundo trimestre de 2025, o consumo do governo cresceu 3,1%, enquanto o consumo das famílias apresentou variação de 0,5%.
O investimento cresceu 1,4%, puxado pelo aumento da importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software.
As exportações e as importações cresceram 3,8% e 5,5%, respectivamente. Segundo o IBGE, a expansão das exportações de bens é explicada, principalmente, pela extração mineral, agropecuária e produtos alimentícios. Os destaques na pauta de importações foram: veículos automotores, artigos de vestuário e materiais elétricos.