Contrato de quase R$ 7 milhões é investigado em Salesópolis | G1

🗓️ 2026-09-01 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

A decisão foi tomada após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) questionar a contratação. Segundo o MP, a empresa anterior realizava serviços parecidos por menos de R$ 144 mil. A diferença de mais de R$ 5 milhões chamou a atenção da Justiça.

Para o Ministério Público, não houve planejamento adequado nem pesquisa de preços suficiente para justificar o valor do novo contrato.

Outro ponto questionado pelo MP é o que o órgão chamou de “emergência fabricada”. Segundo o Ministério Público, a Prefeitura sabia, desde fevereiro de 2026, que o contrato terminaria em agosto, mas não concluiu uma nova licitação antes do vencimento.

Salesópolis tem 24 horas para explicar a contratação emergencial — Foto: Larissa Rodrigues/g1

A Prefeitura informou à Justiça que possui funcionários próprios que também realizam serviços de zeladoria. Para o Ministério Público, isso poderia gerar o risco de pagamento duplicado por serviços parecidos.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Salesópolis informou que vai cumprir integralmente a decisão judicial e entregar a documentação solicitada dentro do prazo.

A administração municipal afirmou ainda que tentou realizar duas licitações para contratar os serviços. Segundo a Prefeitura, as duas foram revogadas após representações apresentadas ao Tribunal de Contas, além de questionamentos feitos por um advogado e pelo Ministério Público.

De acordo com o município, por conta da proximidade do fim do contrato com o Consórcio Três Rios e para evitar a interrupção de serviços considerados essenciais, foi feita a contratação emergencial. A Prefeitura afirma que o novo contrato foi firmado ainda durante a vigência do contrato anterior.

O município também informou que os serviços seguem sendo prestados normalmente e que está à disposição da Justiça e do Ministério Público para apresentar os esclarecimentos e documentos solicitados.

Justiça mantém serviços, mas limita pagamentos

A Justiça decidiu manter os serviços em funcionamento para evitar prejuízos à população. Por outro lado, proibiu a Prefeitura de gastar novos valores além dos R$ 2,3 milhões do contrato emergencial, condicionando qualquer pagamento à comprovação efetiva do serviço prestado.

Também ficou proibido o pagamento por serviços que não tenham sido comprovadamente executados e fiscalizados.

Em caso de descumprimento, foram estabelecidas multas que variam de R$ 10 mil a R$ 20 mil por dia.

A Prefeitura tem 24 horas para apresentar a cópia de todo o processo administrativo relacionado à contratação, incluindo os documentos usados para realizar a pesquisa de preços e justificar os valores do contrato.

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