Controlo de Ormuz é mais importante que dezenas de bombas nucleares

🗓️ 2026-07-12 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Teerão, 12 jul 2026 (2026) - O conselheiro militar do líder supremo iraniano, Mohsen Rezai, antigo comandante da Guarda Revolucionária, afirmou hoje que o controlo do estreito de Ormuz tem mais importância para o Irão do que o seu programa nuclear.

"Esta passagem estratégica é mais importante do que dezenas de bombas atómicas e a República Islâmica do Irão irá protegê-la", afirmou Rezai, citado pela agência Isna, referindo-se ao programa nuclear iraniano que os Estados Unidos, Israel e os países ocidentais suspeitam ter fins militares.

Teerão tem negado, mas insiste no seu direito ao programa nuclear civil.

A nova onda de bombardeamentos regionais lançada nas últimas horas pelo Exército e pela Guarda Revolucionária do Irão causou pelo menos três feridos no Qatar e causou alarme em Omã, no Qatar, na Jordânia e no Bahrein.

No sábado, o Irão decretou o fecho do estreito: "Assumimos o controlo do estreito pela força e, pela força, iremos preservá-lo", disse hoje o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, horas depois de o negociador-chefe iraniano e presidente do parlamento, Mohamed Baqer Qalifab, ter avisado os Estados Unidos de que a era dos acordos unilaterais "chegou ao fim".

Em causa estão as enormes discrepâncias de interpretação sobre o memorando de entendimento que, até agora, regulava o delicado cessar-fogo.

Para Mohsen Rezai, o estreito é "um dos elementos de dissuasão do país e desempenha um papel decisivo para garantir a segurança e os interesses nacionais»"

Os alarmes no Bahrein soaram até três vezes esta manhã, enquanto o Ministério do Interior do emirado apelou à calma e pediu à população que se dirigisse ao local seguro mais próximo.

Entretanto, fontes de segurança de Omã disseram à agência noticiosa oficial ONA que se verificaram "vários ataques com drones contra alvos na província de Musandam", um enclave montanhoso de Omã que se estende até ao estreito de Ormuz e faz fronteira com os Emirados Árabes Unidos.

Os incidentes mais graves ocorreram no Catar, com o Ministério do Interior a indicar que pelo menos três pessoas ficaram feridas, entre elas um menor, "devido à queda de estilhaços durante as operações de interceção" dos drones.

O Qatar aconselhou todos os navios a deixarem de navegar no estreito de Ormuz e instou todos os proprietários de embarcações a "suspender temporariamente a navegação e as atividades marítimas" até nova ordem, de acordo com um comunicado do Ministério dos Transportes.

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