Costa saúda decisão do G7 de libertar 100 milhões de barris de gasóleo
"Saúdo as medidas coordenadas adotadas hoje pelo G7 em resposta à situação energética mundial", escreveu António Costa numa publicação nas redes sociais.
O presidente do Conselho Europeu destacou em particular o facto de os países do G7 terem acertado "uma libertação coordenada, através da Agência Internacional de Energia (AIE), de 100 milhões de barris, com início imediato e prolongando-se por quatro meses, com a disponibilização de gasóleo antecipada pelos membros do G7 e por países terceiros".
Por outro lado, António Costa enalteceu ainda o compromisso assumido "de não impor restrições às exportações de energia e de produtos energéticos entre os países do G7, bem como um apelo a todos os produtores para que se abstenham de impor proibições que possam agravar as tensões nos mercados".
Costa salientou que na próxima cimeira do Conselho Europeu, prevista para 15 e 16 de outubro, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) vão voltar a abordar este tema e tentar perceber como podem "atenuar o impacto do aumento dos preços da energia nos cidadãos, nas empresas e na indústria".
"Esta crise sublinha também a importância de reduzirmos a nossa dependência dos combustíveis fósseis e de acelerarmos a transição para fontes de energia produzidas internamente", defendeu.
Hoje à tarde, os embaixadores dos Estados-membros da UE também se reuniram em Bruxelas para discutir a situação energética, com destaque para o gasóleo.
No final da reunião, uma fonte europeia referiu que a Comissão Europeia informou os Estados-membros sobre a coordenação que está a ser feita ao nível da UE, incluindo no âmbito do G7, tendo a presidência irlandesa do Conselho da UE garantido que vai continuar a trabalhar de perto com o executivo comunitário na monitorização da situação energética global.
Os países do G7 vão libertar "até 100 milhões de barris" de gasóleo e petróleo bruto nos próximos quatro meses para aliviar a pressão sobre os mercados energéticos, anunciou hoje o Presidente francês, Emmanuel Macron.
O líder francês afirmou ainda que não haverá "qualquer proibição" das exportações de gasóleo entre os países que integram o Grupo dos Sete (G7), que reúne os sete países mais industrializados do mundo.
Segundo o chefe de Estado francês, cujo país assume atualmente a presidência rotativa do G7, as medidas acordadas pelas sete principais economias industrializadas "deverão fazer baixar os preços" dos combustíveis.
O G7 é composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e Japão, com a União Europeia (UE) a participar também nas reuniões do grupo.
Leia Também: G7 vai libertar até 100 milhões de barris de petróleo para baixar preços