Maisa Silva e Luciana Gimenez falam de negócios no SP2B - 15/08/2026 - Ilustrada - Folha
Nem o número de seguidores, nem o de curtidas definem sozinhos o grau do sucesso de uma pessoa ou marca. Ainda assim, a popularidade depende do digital cada vez mais. Foi essa a discussão que tomou conta dos debates SP2B deste sábado (15), que teve como principal atração o show gratuito dos rappers Criolo e Ajulliacosta.
Com uma vasta lista de painéis, o festival tem parceria com a Folha e acontece até este domingo, no parque Ibirapuera, em São Paulo.
Diante de uma plateia lotada, Criolo apresentou suas duas facetas artísticas, o sambista e o rapper. No setlist, estavam músicas como "Convoque seu Buda", "Sistema Obtuso" e "Não existe Amor em SP", além de covers de "I Wanna Love You", do Bob Marley, "Canto das Três Raças", da Clara Nunes, e "Codinome Beija-flor", do Cazuza.
Já a cantora Ajulliacosta, que teve presença mais breve, entoou "Dahrma" e "O que a Julia vai ser?" —nesta, ela xingou o presidente americano Donald Trump.
No palco Bespoke, a atriz Maisa Silva participou de um bate-papo com a criadora de conteúdo Luana Benfica, a executiva da Natura Tatiana Ponce e Maiara Garbin, sócia da Mudah. A conversa girou em torno da crescente relação entre os influenciadores e o mercado da publicidade.
Para Maisa Silva, essa figura pode render lucros para qualquer empresa, desde que haja alinhamento estratégico. "Quando contratar alguém para representar sua marca, essa pessoa precisa se apaixonar pela mensagem que você quer passar. É para ela falar do jeito mais natural possível."
A atriz, que faz publicidade desde criança, disse que hoje se esforça para manter uma constância em suas postagens, além de tentar garantir a credibilidade dos conteúdos, avaliando com quais marcas se associa.
No mesmo espaço, houve uma mesa com a apresentadora Luciana Gimenez, o comediante Victor Jorge e os jornalistas Hugo Gloss e Joyce Pascowitch. Além de debater o significado do termo "sucesso", eles falaram do preço da fama. Gimenez disse que, embora goste de seu status, sofre com assédios, excesso de críticas e a perda de liberdade. Além disso, criticou a forma como o sucesso feminino é atrelado aos homens.
"Tive um filho com o Mick Jagger. Diziam: ‘ela só ficou famosa por causa dele’", afirmou a apresentadora. "Depois, quando vim ao Brasil, diziam que eu fiquei famosa porque eu casei com o Marcelo [de Carvalho, sócio-fundador da RedeTV!]. Nunca é por causa da competência."
A última mesa do Bespoke foi um bate-papo entre Felipe Machado Maia, editor-adjunto de economia da Folha, e o comediante Fausto Carvalho, que virou celebridade com o personagem "faria limer" Jorginho.
Carvalho contou que, dias antes de viralizar nas redes sociais no papel desse playboy paulistano, ele estava "no fundo do poço". O humorista, que passou anos trabalhando em navios de cruzeiro, disse acreditar que o sucesso súbito foi uma questão de se preparar para a oportunidade.