Datafolha: 64% aprovam reajuste de Lula no Bolsa Família - 01/10/2026 - Política - Folha
O reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 17 dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais tem a aprovação de 64% dos eleitores, enquanto 31% se dizem contra. Outros 3% afirmam ser indiferentes e 2% não opinaram, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º).
Entre os que recebem o Bolsa Família, a parcela favorável ao reajuste é mais alta, 83%, ante 58% entre os que não recebem.
Entre os eleitores declarados do presidente Lula, 89% se posicionam a favor do reajuste e 9% contra.
No eleitorado do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário do petista na disputa, a aprovação é de 40%, enquanto 54% se declaram contra a alteração do valor.
O recorte por faixa de renda indica que, nas famílias que recebem até dois salários mínimos, 73% apoiam o aumento.
Na parcela com renda superior a cinco salários mínimos, a taxa de aprovação cai para 55%.
A pesquisa Datafolha foi realizada presencialmente com 2.506 eleitores em 152 municípios de todo o país. A margem de erro máxima para o total da amostra nacional é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
O levantamento, realizado de terça (29) até esta quinta, está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-08039/2026.
Lula anunciou em 17 de setembro que o valor mínimo mensal do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
Críticos e adversários políticos enfatizam o caráter eleitoral da medida, destacando que os novos valores passarão a ser pagos no dia 19 de outubro, a menos de uma semana da votação do segundo turno.
Há paralelos com a ampliação do Auxílio Brasil promovida pelo governo Jair Bolsonaro (PL) às vésperas da eleição de 2022, iniciativa que, na época, foi criticada pelo PT pela motivação eleitoral.
O impacto da medida é estimado em um aumento de gastos de R$ 5,8 bilhões neste ano e em R$ 22,7 bilhões anuais a partir de 2027.
O índice de 15,04% equivale exatamente à inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 (data da reformulação do programa) e agosto de 2026.