Pilotos da F1 revelam restrições a esportes de risco | Ge

🗓️ 2026-09-24 📁 sports 📝 ⏱️ 👁️ : -

Pilotos comentam sobre restrições a esportes radicais na F1 durante coletiva do GP do Azerbaijão — Foto: IGOR IVANKO/AFP

Segundo o site britânico "Sky Sports", Hadjar se machucou durante um treino corriqueiro de boxe, nas férias do verão europeu da F1, em meados de agosto. Ele fraturou o punho enquanto treinava socos em um saco de areia, e ficou fora dos GPs da Holanda, Itália e Espanha;

- Tive uma pequena fratura na parte externa do pulso. (A recuperação) foi um processo demorado; mas como não precisei de cirurgia, foi toda natural e levou algum tempo. Ainda vai doer por um tempo, mas já se passaram quase seis semanas e meu punho deve estar forte o suficiente para suportar as tensões. Fiz uma sessão no simulador e correu tudo bem. Se der tudo certo no simulador, então, com a adrenalina no cockpit, devo ficar bem - declarou Hadjar, acrescentando:

- Da próxima vez vou tomar mais cuidado, talvez usar uma tala de pulso, mas não há restrições; afinal, não tenho mais cinco anos.

Isack Hadjar treina boxe em 2025 — Foto: Reprodução/redes sociais

O primeiro a comentar sobre o assunto na coletiva de imprensa no Circuito de Baku foi Charles Leclerc; o piloto da Ferrari revelou que a escuderia não limita tanto as atividades externas de seus atletas, embora ainda se oponha a determinados esportes:

- Tenho algumas restrições, mas não muitas; e, se peço com educação, geralmente me deixam. O paraquedismo é um deles; na única vez que pratiquei, eles não ficaram muito contentes, então não faço mais isso. Esquiar... esquiar não é exatamente o esporte mais seguro; eu pratico, mas, quanto mais se aproxima a temporada, mais pratico esportes menos arriscados.

O comentário de Leclerc vai de encontro ao que seu ex-chefe na Ferrari de 2019 a 2022, Mattia Binotto, declarou há sete anos sobre o tema:

- O mais importante é manter um bom relacionamento com seus pilotos, garantindo que eles entendam e sejam sensatos, mas esses caras são profissionais. Não há nada que você precise dizer a eles. Eles entendem muito bem qual é o perigo, qual é o risco e estão se comportando bem - disse o italiano, hoje chefe da Audi na F1.

Charles Leclerc faz treinamento de esqui em 2023 — Foto: Reprodução/redes sociais

Na ocasião em que Binotto se pronunciou sobre o tema, na coletiva dos gestores durante o GP da Austrália de 2019, o então chefe da Red Bull, Christian Horner, também seguiu o mesmo pensamento do colega:

- Somos a Red Bull e, como você sabe, sem risco não tem graça! Não incentivamos ativamente nossos pilotos a correrem muitos riscos, mas eles precisam viver suas vidas e se divertir um pouco pelo caminho. É ótimo ver que nossos pilotos levam isso a sério. Mandamos eles surfarem outro dia. Max Verstappen demonstrou cautela, pois estava nervoso em subir na prancha por medo de ser devorado por um tubarão apesar de ninguém ter sido devorado por um tubarão naquela praia desde 1963, mais ou menos. Acho importante que eles cuidem de si mesmos, mas é bom que aproveitem e experimentem outras atividades.

Max Verstappen durante as 24 Horas de Nurburgring, na Alemanha — Foto: Christian Kaspar-Bartke/Getty Images

Alexander Albon, hoje piloto da Williams, era titular da Toro Rosso (atual Racing Bulls) naquela ocasião; ao fim do ano, ele passou a trabalhar sob a chefia de Horner, promovido para correr ao lado de Verstappen na Red Bull. O ailandês revelou nesta quinta-feira em Baku que, de fato, o time costuma ser mais liberal quanto aos esportes radicais. Na Williams, porém, a situação é um pouco diferente:

- No nosso caso, somos um pouco vigiados. O bungee jumping é um exemplo; de qualquer forma, não sou muito fã dessa atividade - disse Albon, revelando que a Williams também proíbe a ele e Carlos Sainz de esquiarem.

Infos e horários GP do Azerbaijão de F1 2026 — Foto: Infoesporte