Democratas arrecadam até 6 vezes mais que republicanos em fundos eleitorais
Mundo
Mesmo com US$ 276 milhões de Elon Musk destinados à política republicana desde julho, candidatos democratas lideram a arrecadação
16/10/2026 20:24
, atualizado 16/10/2026 20:29

Candidatos do Partido Democrata arrecadaram até seis vezes mais que adversários republicanos em disputas estratégicas pelo Congresso dos Estados Unidos, apesar dos milhões de dólares destinados pelo bilionário Elon Musk a grupos conservadores.
Os dados foram apresentados à Comissão Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês) na quinta-feira (15/10), a menos de três semanas das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.
No ciclo eleitoral de 2026, Musk destinou cerca de US$ 366 milhões a grupos e campanhas políticas, dos quais mais de US$ 276 milhões foram direcionados à política desde julho, principalmente para fortalecer candidatos conservadores e ajudar os republicanos a manter o controle do Congresso.
Os números de arrecadação, porém, mostram vantagem democrata em disputas decisivas para a composição das duas Casas legislativas. Em seis estados considerados estratégicos para o controle do Senado — Texas, Alasca, Ohio, Maine, Michigan e Iowa —, os candidatos democratas arrecadaram entre três e seis vezes mais que os adversários republicanos no terceiro trimestre, de julho a setembro, segundo análise do Punchbowl News.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
No Texas, o democrata James Talarico arrecadou US$ 64 milhões, recorde para sua campanha, contra US$ 10,2 milhões do republicano Ken Paxton. A campanha de Paxton recebeu ainda US$ 8,5 milhões de comitês conjuntos com outros candidatos.
A vantagem democrata também aparece nas disputas pela Câmara dos Representantes. Pelo menos 47 republicanos que já ocupam cadeiras na Casa arrecadaram menos que seus adversários democratas ou independentes.
Entre os titulares democratas, cerca de seis ficaram atrás de rivais republicanos nesse indicador.

3 imagens



1 de 3
O candidato republicano ao Senado e procurador-geral do Texas, Ken Paxton, participa de um comício de campanha no Freeman Coliseum em 7 de outubro de 2026, em San Antonio, Texas.
Win McNamee/Getty Images

2 de 3
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
White House/Reprodução

3 de 3
O candidato ao Senado dos EUA, James Talarico, discursa na Igreja Batista da Avenida Wheeler, em Houston, no domingo, 13 de setembro de 2026.
Elizabeth Conley/Houston Chronicle via Getty Images
Disputa pelo controle do Congresso
As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, serão realizadas em 3 de novembro. Os eleitores escolherão os 435 integrantes da Câmara dos Representantes e renovarão 35 das 100 cadeiras do Senado.
Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas. Uma eventual mudança na composição do Congresso poderá afetar a capacidade de Trump de avançar com sua agenda legislativa na segunda metade do mandato.
O dinheiro arrecadado pelos candidatos é usado, entre outras finalidades, para financiar anúncios na televisão, no rádio e nas redes sociais durante as semanas finais da campanha.
Trump intensificou a participação em eventos pelo país para apoiar republicanos em disputas competitivas. Do outro lado, os democratas têm destacado a mobilização de pequenos doadores, especialmente em campanhas de candidatos progressistas em distritos considerados estratégicos.