Denza Z9 GT é perua elétrica de 1.156 cv, mas potência é só um detalhe

🗓️ 2026-10-11 📁 auto 📝 ⏱️ 👁️ : -

A suspensão pneumática faz o seu trabalho e ajusta ativamente a suavidade e firmeza para garantir estabilidade e absorver impactos de forma ativa. O curso, no entanto, é curto e pancadas secas podem acontecer em buracos. O conforto, por sua vez, é notável - assim como o isolamento acústico.

No trecho de estrada de mais livre é realmente possível ver do que a wagon é capaz. Uma pressão mais forte no acelerador faz as costas grudarem no banco, a visão periférica virar um borrão e a Z9 GT dispara sem sequer sentir o peso das quase três toneladas de aço. A aceleração é impressionante que em pouco mais de 2,7 segundos você já atinge velocidades impublicáveis.

Um recurso dos alto-falantes é colocar um ruído digital para quem vai dentro. Só que o barulho não é aquele clássico de espaçonaves, futurista e (muito) artificial. É um som que se aproxima ao de carros a combustão e tem até 'trocas' de marcha para dar ainda mais sensação de velocidade. E uma surpresa: ao acelerar e levantar o pé direito do acelerador rapidamente, o Z9 GT produz 'estouros' como se tivesse saindo do escapamento, os famosos pops and bangs.

Prova dos nove: um caminho de serra sinuoso. Carros chineses são conhecidos pelo custo-benefício, pela lista de equipamentos e pela tecnologia, mas não pela dirigibilidade. A Z9 GT tenta colocar um fim nisso. Com todos os ajustes no modo Sport, de suspensão, direção e motor, a perua mostra uma direção afiada, um poder de contorno feroz graças ao esterçamento das rodas traseiras e uma estabilidade pouco vista em modelos do país oriental.

A suspensão ativa, mais uma vez, tenta reduzir os efeitos da transferência de peso de uma curva para outra e diminuir a inclinação da carroceria. A direção tem peso correto e dá um ótimo feedback para quem está ao volante, saber onde as rodas estão indo e não aquela sensação anestesiada e sem feeling. Ainda há uma leve elevação da carroceria ao acelerar mais forte e um mergulho em freadas, mas nada que tire a boa sensação de dinâmica.

O banco do motorista ainda tem apoio lateral ativo. Em curvas para a esquerda, por exemplo, a aba direita se pronuncia para segurar o corpo de quem vai na direção. Quando o ângulo do volante volta para uma posição mais reta, a aba se recolhe - e é assim a cada curva. Óbvio que dá para desligar, mas não deixa de ser (mais) um recurso interessante.