Direção nacional da federação PSOL-Rede anula decisão mineira e define apoio ao PT no estado

🗓️ 2026-08-12 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -
Marília Campos (PT), Lula, Patrus Ananias (PT) e Aurea (PSOL) em imagem da chapa petista fechada em Minas Gerais
Marília Campos (PT), Lula, Patrus Ananias (PT) e Aurea (PSOL) em imagem da chapa petista fechada em Minas Gerais (PSOL/Divulgação)

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A executiva nacional da Federação Rede-PSOL anulou a decisão do grupo em Minas Gerais de apoiar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) ao governo do estado, em um palanque de oposição ao Partido dos Trabalhadores. A decisão, divulgada no final da noite desta terça-feira, 11, foi dada junto com a formalização do apoio integral à candidatura do deputado Patrus Ananias (PT) para comandar o território mineiro.

O apoio a Kalil, que tem vice do PSDB e tenta formar uma coalização de centro, foi dado na segunda, 10, após a Rede vencer uma votação contra o PSOL, por quatro a três, destacando-se por destoar dos acordos nacionais — a federação é base do governo Lula e apoia sua reeleição. No mesmo dia, o PSOL acionou a direção nacional do grupo para tentar reverter o quadro.

“Essa decisão [de anular o apoio a Kalil e declará-lo a Patrus] é coerente com a nossa história, nosso compromisso com o Brasil e com o estado, e com o desejo de nossas figuras públicas e militância. Estaremos ao lado de Lula, Patrus, Áurea e Marília, e faremos uma campanha apaixonada nas redes e nas ruas. A Executiva Nacional decidiu, ainda, que a Rede terá a liberdade de divergir localmente”, diz uma nota divulgada à imprensa.

O nome da ex-deputada Áurea Carolina (PSOL) foi uma convergência estadual e nacional para o grupo lançar ao Senado. Kalil disse que ela não teria espaço em sua chapa, mas o PT já anunciou que ela será a sua segunda concorrente à Câmara Alta do Congresso, visto que a primeira é a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT).

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Em resposta a VEJA, Marília disse ver com bons olhos a candidatura psolista a seu lado. “Acho que a candidatura dela me favorece porque consigo direcionar o meus votos (esquerda) para ela”, disse. Anteriormente, o PT tentava articular uma candidatura mais centrista e ligada ao mercado para o espaço, como, por exemplo, com o nome do ex-presidente da Fiesp, Josué Gomes (PSB), de forma a evitar disputa pela mesma base eleitoral, o que não foi possível de ser viabilizado.

Dessa forma, a chapa petista e o palanque de Lula foi, finalmente, após meses de indefinições, fechado em Minas Gerais, que é o segundo maior colégio eleitoral do país. Patrus disputará o governo com o ex-promotor Jarbas Soares (PSB) na vice, enquanto Marília e Áurea concorreram às duas vagas abertas no Senado.

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