"É um dia para homenagear": Moedas evoca vítimas do elevador da Glória um ano após a tragédia
Para o autarca, não se pode esquecer “nunca nenhum dos nomes” dos que perderam as suas vidas no acidente de 3 de setembro de 2025
O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, considerou que esta quinta-feira é dia para recordar as vítimas, em declarações após a cerimónia que assinalou um ano do descarrilamento do elevador da Glória, que fez 16 mortos e 24 feridos.
“É um dia para homenagear e mostrar a nossa solidariedade e é também um dia de gratidão. Homenagear aqueles que partiram, que já não estão entre nós, é esse o nosso dever, da nossa memória”, disse Carlos Moedas aos jornalistas, no final da cerimónia.
Para o autarca, não se pode esquecer “nunca nenhum dos nomes” dos que perderam as suas vidas no acidente de 3 de setembro de 2025.
Carlos Moedas frisou que não se pode “nunca esquecer aquilo que eles eram, aquilo que eles fizeram, as pessoas que eram, esse [é um] dever de memória. É o dever que os lisboetas têm perante esta tragédia”, salientou.
A cerimónia decorreu no Largo do Oliveirinha, junto à Calçada da Glória, no dia em que passa um ano sobre o acidente, com a presença, entre outros, de familiares das vítimas.
Foram depositadas várias coroas de flores, na maioria brancas, mas havia também uma com as cores da bandeira francesa, nacionalidade de uma das vítimas.
No largo foi colocada uma oliveira de 150 anos e 16 blocos em calcário assinalam o aniversario sobre o descarrilamento na Glória que fez 16 mortos e 24 feridos de 15 nacionalidades.
A composição do memorial integra uma oliveira adulta implantada em caldeira circular e rodeada por “16 blocos pétreos em calcário” com “alturas diferenciadas e superfícies preparadas para gravação dos nomes das vítimas”.
Questionado pelos jornalistas sobre a carta aberta das famílias das vítimas que refere que no último ano só foram contactadas pela autarquia a convidarem para a inauguração do memorial, Carlos Moedas foi parco em explicações.
“Não me levem a mal. Eu penso que hoje é um momento… E não me levem a mal, eu percebo as perguntas (…) as respostas têm sido dadas. A Câmara esteve sempre presente, está presente e estará sempre presente”, disse o presidente da CML.
Pelas 09:00, quando a maioria dos familiares das vítimas se encontrava no local, Carlos Moedas chegou acompanhado do patriarca de Lisboa, Rui Valério.
Ambos cumprimentarem os familiares, que se encontravam de um dos lados da oliveira, um pouco resguardados das câmaras dos jornalistas, e visivelmente emocionados.
Rui Valério fez uma pequena oração, abençoou a oliveira e lembrou aos presentes que “o passar dos dias não apaga as ausências”.
Fez-se depois um minuto de silêncio.
No final, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa abraçou familiares das vítimas, tendo em conta que quatro dos portugueses mortos eram funcionários da instituição.