Fact Check. Edifício colapsa em zona costeira após sismos na Venezuela?
Dezenas de edifícios desabaram na Venezuela na sequência dos fortes sismos que abalaram o país a 24 de junho. Várias publicações que circulam na rede social Facebook mostram um vídeo que alegam mostrar o colapso de um desses prédios. “VENEZUELA: Edifícios continuaram desabando na zona costeira da Venezuela pela manhã de hoje. Mais de 250 estruturas reduzidas a escombros, segundo as autoridades”, lê-se numa das publicações.
Segundo o balanço oficial mais recente divulgado pelas autoridades da Venezuela, 190 edifícios colapsaram por completo, enquanto outros 800 a 850 sofreram danos estruturais. A zona mais afetada foi a costa da Venezuela, e particularmente o estado de La Guaira. Os últimos dados apontam para mais de 4.800 mortos e mais de 18 mil desalojados.
No entanto, o vídeo que circula nas redes sociais — e que mostra um prédio com 15 andares a tombar até colapsar por completo — não foi gravado na Venezuela. As imagens são de um edifício da cidade de Karamanmaraş, no sul da Turquia, que desabou após os violentos terramotos de fevereiro de 2023, que causaram mais de 50 mil mortos.
À data, a imprensa regional de Antalya, também no sul da Turquia, reportou o incidente, sublinhando que um prédio desabou “para a frente, permanecendo praticamente intacto durante a queda”, durante uma operação de demolição controlada levada a cabo pelas autoridades.
Conclusão
O vídeo que mostra um prédio de 15 andares a tombar e depois a colapsar não foi gravado depois dos violentos sismos que abalaram a Venezuela em junho. As imagens dizem respeito à demolição controlada de um prédio que foi afetado pelos sismos registados no sul da Turquia, em fevereiro de 2023, e que fizeram mais de 50 mil mortos.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.