Fact Check. Edifício colapsa em zona costeira após sismos na Venezuela?

🗓️ 2026-07-21 📁 business-finance 📝 ⏱️ 👁️ : -

Dezenas de edifícios desabaram na Venezuela na sequência dos fortes sismos que abalaram o país a 24 de junho. Várias publicações que circulam na rede social Facebook mostram um vídeo que alegam mostrar o colapso de um desses prédios. “VENEZUELA: Edifícios continuaram desabando na zona costeira da Venezuela pela manhã de hoje. Mais de 250 estruturas reduzidas a escombros, segundo as autoridades”, lê-se numa das publicações.

Segundo o balanço oficial mais recente divulgado pelas autoridades da Venezuela, 190 edifícios colapsaram por completo, enquanto outros 800 a 850 sofreram danos estruturais. A zona mais afetada foi a costa da Venezuela, e particularmente o estado de La Guaira. Os últimos dados apontam para mais de 4.800 mortos e mais de 18 mil desalojados.

No entanto, o vídeo que circula nas redes sociais — e que mostra um prédio com 15 andares a tombar até colapsar por completo — não foi gravado na Venezuela. As imagens são ​de um edifício da cidade de Karamanmaraş, no sul da Turquia, que desabou após os violentos terramotos de fevereiro de 2023, que causaram mais de 50 mil mortos.

À data, a imprensa regional de Antalya, também no sul da Turquia, reportou o incidente, sublinhando que um prédio desabou “para a frente, permanecendo praticamente intacto durante a queda”, durante uma operação de demolição controlada levada a cabo pelas autoridades.

Conclusão

O vídeo que mostra um prédio de 15 andares a tombar e depois a colapsar não foi gravado depois dos violentos sismos que abalaram a Venezuela em junho. As imagens dizem respeito à demolição controlada de um prédio que foi afetado pelos sismos registados no sul da Turquia, em fevereiro de 2023, e que fizeram mais de 50 mil mortos.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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