Editorial sobre contas públicas divide opiniões de leitores - 16/08/2026 - Painel do Leitor - Folha
Contas públicas
"É urgente recolocar as contas públicas nos trilhos" (Editorial, 15/8). O equilíbrio fiscal é necessário, mas a abordagem precisa ser específica e justa. Em vez de focar apenas discursos genéricos de austeridade, o debate econômico deveria priorizar a eficiência dos gastos. Isso passa pelo fim dos supersalários, pelo bilionário fundo eleitoral e partidário, pela redução das emendas parlamentares de interesse paroquial e pelo corte de incentivos fiscais ineficientes a grandes setores.
Luiz Alves (João Pessoa, PB)
O ajuste talvez seja inevitável. A fórmula que o editorial prescreve não é.
Cassio Vicinal (Goiânia, GO)
O Brasil está bem de finanças. Tem uma das menores dívidas públicas e inflação controlada. O governo precisa é investir em infraestrutura e políticas sociais (como educação e saúde), para crescer. E não sou eu que digo. São economistas internacionais, como Jayati Ghosh!
Mônica Casarin Fernandes Elsen (Armação dos Búzios, RJ)
Pena que essa conscientização tenha chegado tarde demais. O Brasil vai pagar por décadas de irresponsabilidade.
José Beraldo (São Paulo, SP)
Faz muito tempo que não vejo a Folha escrever algo tão lúcido. Pena que isso não reflita o pensamento de 95% de seus jornalistas, que se limitam a uma discussão maniqueísta entre esquerda e direita, sempre pendendo para a esquerda, é claro.
Sergio Lucas (Vinhedo, SP)
Tendo morado fora alguns anos, e acompanhando online os principais jornais de vários países do mundo há muito tempo, vejo que somos o único em que a grande imprensa trata como principal problema as contas públicas —e o Brasil as tem melhores, há décadas, do que quase todos os demais. Há, claro, interesses pessoais, não do país, por trás.
Amanda Marina (Brasília, DF)
Brasília Hoje
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Também se faz urgente pôr ladrões do erário onde se deve, restituindo 100% do desfalque.
Genésio Marcelino (Conchas, SP)
Essa lenga-lenga só é prioridade no Brasil e só é cobrada de governos de esquerda. O G20 inteiro tem uma relação dívida/PIB pavorosa, coliderada pela pátria do neoliberalismo. Tentem falar sobre má distribuição de renda, em que somos líderes incontestes.
Renato Cardoso (São Paulo, SP)
O otimismo do editorial comove. Porque nele perpassa a esperança de que haja saída para o Brasil. Não há. A prodigalidade fiscal é religião nacional. Trambiqueiros de esquerda e de direita só sabem gastar muito e gastar mal quando estão no poder. E nada fará que isso mude.
Fernando Oliveira (São Paulo, SP)
Eliminar as emendas parlamentares é uma solução.
Maria Bilck (Florianópolis, SC)
Quem conseguiu tirar as contas públicas dos trilhos? Não foi o Lula? É ele que tem que entregar o país no último dia do ano com as contas públicas nos trilhos, e não o próximo presidente. Que irresponsabilidade é essa?
Dirce Buzato (José Bonifácio, SP)
Responsabilidade fiscal é necessária, mas este editorial revela uma escolha política: quando chega a hora de ajustar as contas, o peso recai sobretudo sobre aposentados, salário mínimo, programas sociais e serviços públicos. Discutir sustentabilidade fiscal é legítimo; tratar proteção social como o problema, enquanto se cala sobre a iniquidade social, é outra coisa!
Felipe Araújo Braga (São Paulo, SP)
No Brasil, as concessões políticas funcionam como um vazamento numa barragem. Quando nos damos conta, já se tornou irreversível. Lula jamais fará o que não acredita. Flávio seguirá o exemplo do pai e entregará não apenas os anéis, mas os dedos e o corpo inteiro para se manter no poder a qualquer custo. Só nos resta a redução de danos, seja lá o que isso represente para cada eleitor.
Dirce Maria de Jesus Barbosa (São Paulo, SP)
Concordo plenamente com a visão da Folha e ressalto a importância de não esquecermos o passado. Lembrar o Plano Real e lembrar o legado democrático dos anos de FHC na Presidência é fundamental em tempos de eleição. É esse o perfil apropriado de político de que o país precisa.
Alexandre Rocha (São Paulo, SP)
Não poderia ter ficado mais escancarada a posição política da Folha! Pelo menos de dissimulação ninguém pode acusar o jornal! Parece escrito por qualquer "empresário" brasileiro com zero consciência social e com o único objetivo de manter privilégios!
Paloma Terra (Brasília, DF)
Urgente há mais de 20 anos, mas não tem nenhum político ou partido preocupado com isso. A única preocupação é ganhar eleição e enriquecer rápido.
Eduardo Freitas (São Paulo, SP)
Esse tijolaço publicado na capa foi demagógico e exagerado.
Claudia Peluffo de Amorim (Rio de Janeiro, RJ)