Em ato no Rio, Augusto Cury manda ‘abraço muito especial’ a Mendonça e alfineta STF
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O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) realizou um ato na Praia de Copacabana, tradicional reduto da família Bolsonaro, nesta segunda-feira, 7. No alto de um trio elétrico, Cury mandou um “abraço muito especial” ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master. O psiquiatra, a princípio, não mencionou a crise na Corte. No entanto, em entrevista a jornalistas nos bastidores, disse “sem acusar ninguém” que membros do STF devem explicações.
“Eu quero, sem acusar ninguém, que o STF, em destaque alguns membros, prestem todas as contas necessárias para o seu patrão, que é o contribuinte. Só há um patrão, que são mais de 200 milhões de brasileiros. Nós não podemos mais aceitar a corrupção no país. Quem não deve, se defende. E se realmente não deve, está livre”, afirmou Cury. “O Brasil não suporta mais tanta corrupção.”
“Não estou fazendo juízo de valor. Mas eu digo uma coisa como brasileiro, como médico, como empresário, como trabalhador: nós precisamos cessar essa epidemia de corrupção. O Brasil está colapsando, e infelizmente, se nós não mudarmos, o Brasil não suporta mais”, acrescentou ele.
Na véspera, Mendonça liberou para análise do plenário do STF a investigação sobre mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Agora, cabe ao presidente do tribunal, Edson Fachin, definir os próximos passos.
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Críticas a Lula e Flávio
O ato reuniu centenas de apoiadores, que hasteavam bandeiras com nomes de deputados estaduais e federais aliados a Cury. Autor de livros de autoajuda, um termo que ele tende a recusar, o candidato do Avante disparou nas pesquisas na última semana. Ele aparece na terceira posição, atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — criticados por ele na caminhada em Copacabana.
“Vamos chamar os melhores especialistas para governar essa nação, porque o Brasil não aguenta mais ser capturado apenas por duas famílias. Mas eu os respeito porque há milhões e milhões de pessoas notáveis à direita e milhões e milhões de pessoas espetaculares da esquerda”, apontou Cury, que também prometeu “pacificar” o país.
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Nos cinco levantamentos mais recentes, Cury varia de 7,8% a 11% nas intenções de voto. Na BTG/Nexus, ele passou de 2% para 11% em uma semana. Já no Datafolha, avançou de 2% para 8%, enquanto saiu de 3% em julho para 7,8% no AtlasIntel. Os maiores percentuais aparecem na BTG/Nexus e na Real Time Big Data, com cerca de 11%. Apesar de continuar consideravelmente atrás de Flávio e de Lula, o empresário passa na dianteira de nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).
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