Embaixada dos EUA em Brasília é pixada com frases antiguerra em meio a tensões Lula-Trump
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Os muros da embaixada dos Estados Unidos em Brasília foram pichados na manhã desta quinta-feira, 13. A Polícia Militar do Distrito Federal realiza buscas pelos responsáveis, que deixaram frases de protesto, além de queimarem uma bandeira americana e outros materiais colocados na calçada diante da embaixada.
Com alguns erros ortográficos, foi escrita, em inglês e português, a frase “Os Estados Unidos fazem guerra e lucram com a morte”.
Havia ainda um cartaz com os dizeres “indústria da guerra dos EUA = mortes, fome e destruição da natureza”.
A perícia identificou um princípio de incêndio já extinto e recolheu cartazes e outros materiais utilizados no protesto. Objetos semelhantes a ossos também foram espalhados em frente à embaixada.
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A Juventude Sem Terra e o Levante Popular da Juventude, ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), assumiram a autoria da manifestação em uma publicação nas redes sociais. Segundo o movimento, o ato foi uma “intervenção contra a indústria da guerra e o imperialismo dos EUA”.
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“Enquanto bilhões são destinados à indústria bélica, povos como os da Palestina, Cuba, Venezuela e Irã continuam sofrendo com a violência e as sanções do imperialismo”, afirmaram.
Em nota, a embaixada americana afirmou que trabalha em conjunto com as autoridades do Distrito Federal e que
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“os EUA continuam comprometidos em dialogar com o povo brasileiro e em garantir a segurança de nossos funcionários e instalações”, acrescentando que as atividades consulares seguem normalmente.
Tensão entre governos
A pichação ocorre em um momento de tensão nas relações entre os governos brasileiro e americano. Em julho, o governo do presidente Donald Trump anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA
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. A medida entrou em vigor em 22 de julho.
O impasse também atingiu as relações diplomáticas entre os dois países. Washington revogou o visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em meio ao impasse envolvendo a concessão do agrément ao diplomata americano Daniel Perez, indicado por Trump para a embaixada em Brasília e conhecido por sua proximidade com Rubio.
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O governo brasileiro ainda não concedeu a autorização necessária para que Perez assuma oficialmente o posto. Brasília também criticou a decisão de Washington de anunciar a indicação antes da aprovação brasileira.
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