Embaixador dos EUA lembra 11 de Setembro: "Não cedemos, não quebramos"
© John Joseph Arrigo/Embaixada dos EUA em Portugal.
"Aqui estamos, 25 anos depois, o aniversário da perda de quase três mil vidas, e uma coisa sobre os Estados Unidos é que nós não cedemos, não quebramos e nunca esquecemos", sublinhou John Joseph Arrigo.
O embaixador norte-americano falava aos jornalistas, no Funchal, na Madeira, após uma reunião com o presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, no âmbito da sua primeira visita oficial à região.
Instado a comentar os impactos dos ataques do 11 de Setembro de 2001, que cumprem na sexta-feira 25 anos, John Joseph Arrigo afirmou que os Estados Unidos pensam "todos os dias" e não apenas nesta data nos bombeiros, nos primeiros socorristas, nas vítimas e em todas as pessoas que perderam entes queridos naquele dia.
"É um tempo difícil, mas nós também sabemos que somos resilientes por causa disso", realçou.
Os ataques ocorridos no dia 11 de setembro de 2001 provocaram 2.977 mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes, e constituíram o mais mortífero atentado terrorista cometido em território norte-americano.
Os ataques foram conduzidos pelo grupo terrorista Al-Qaida.
Dois aviões sequestrados atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono (sede do Departamento de Defesa) nos arredores de Washington.
Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.
Os atentados do 11 de Setembro desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada "guerra contra o terrorismo" e a intervenção militar no Afeganistão.
Foi a única vez que o artigo 5.º da NATO, que prevê uma cláusula de solidariedade e estipula que um ataque armado contra um país membro da Aliança seja considerado como um ataque dirigido contra todos, foi ativado.
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