Pole Position: Enquanto rivais 'empacam', Red Bull avança e Verstappen está de volta

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Depois de cinco anos como protagonista, Max Verstappen ficou apagado por boa parte deste campeonato da Fórmula 1. A Red Bull se adaptou a uma ou outra pista, mas o tetracampeão apareceu mais reclamando do comportamento do que chegou a chamar de "carro de papel", pelo número de quebras que não geravam abandonos, mas que acabavam afetando o ritmo nas corridas.
Mas Verstappen - e também seu companheiro Isack Hadjar, até a classificação no último final de semana - esteve muito forte em Baku e em Sepang. Não é uma coincidência: a Red Bull estreou seu último grande pacote de atualizações justamente no GP do Azerbaijão. Ficou a menos de dois décimos de vencer a primeira e dominou a segunda.
Ainda é cedo para cravar que eles podem lutar por vitórias em todas as situações. Afinal, Baku tem características parecidas com Monza, onde a Red Bull sem atualizações, já tinha ido bem. E Sepang foi um desafio bastante único por conta do asfalto abrasivo.
Singapura, etapa deste fim de semana, também será diferente, por ser uma pista de rua. Se o Red Bull andar bem em Austin, a história já começa a ser diferente.
Mas há um fato inegável: neste momento do campeonato, só a equipe de Milton Keynes acertou a mão em uma atualização entre os ponteiros.
A Ferrari teve que dar um passo para trás depois do assoalho que estreou em Zandoort e ainda tenta entender o que não funcionou tão bem quanto eles esperavam. A McLaren parece estar em situação semelhante com as novas peças do Azerbaijão. E a Mercedes acabou tendo seu pior fim de semana do ano, em Sepang, justamente quando estreou seu primeiro pacote desde maio.
É claro que o GP do Bahrein da Malásia esteve longe de ser uma prova limpa, mas a Mercedes saiu de Sepang preocupada. Eles não vão perder os campeonatos, ambos muito bem encaminhados. Mas um tropeço no desenvolvimento agora não é um bom sinal para o futuro.
Opinião
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.
