Entenda decisão que mandou prender Milton Leite - 17/09/2026 - Cotidiano - Folha

🗓️ 2026-09-17 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

A decisão do Tribunal de Justiça que mandou prender o ex-presidente da Cãmara de SP Milton Leite afirma que o político, segundo investigações, é apontado por testemunhas como verdadeiro proprietário de uma das empresas de ônibus suspeita de ligação com o PCC.

Milton Leite nega as acusações e a ligação com a facção e diz que vai se apresentar à polícia em 24 horas.

Despacho assinado pelo desembargador Sérgio Ribas afirma que os apontamentos, até aqui, decorrem de uma análise superficial, mas que indicam "a existência de vínculos entre os investigados e pessoas apontadas como integrantes ou colaboradoras da organização criminosa investigada".

Confira abaixo alguns pontos da decisão:

O que é atribuído a Milton Leite

  • Teria ligação com empresas de ônibus apontadas como controladas pelo PCC.
  • Seria responsável direto pela operação de algumas empresas controladas pela facção.
  • Policiais militares teriam afirmado que ele seria o proprietário de fato da Transwolf.
  • É investigado por possível envolvimento com a organização criminosa, mas o documento não detalha outros crimes.

O que Milton Leite afirma

  • Nega ligação com o PCC e o cometimento de qualquer crime
  • Afirma que vai se entregar à polícia

Principais descobertas sobre o PCC

  • O PCC controlaria 12 das 22 empresas do transporte coletivo da capital.
  • A facção usaria laranjas para administrar empresas e ocultar seus verdadeiros controladores.
  • Licitações seriam direcionadas, com pagamento de propinas e divisão dos valores obtidos.
  • Empresas de ônibus operacionalizariam negócios, comissões e movimentações financeiras da organização criminosa.
  • A influência alcançaria agentes públicos, políticos e campanhas eleitorais ligadas aos contratos.
  • O esquema envolveria Translider, A2, Otrantur e Transbellaflor, entre outras empresas investigadas.
  • A atuação alcançaria São Paulo, Cubatão, Leme, Itanhaém e São Vicente.

Decisões tomada

  • Prisão temporária por 30 dias de 13 suspeitos. Em decisão anterior, em primeira instância, já havia sido autorizada a prisão de outros três suspeitos
  • Busca e apreensão em endereços ligados a 14 investigados.
  • Acesso aos dados de celulares e equipamentos eletrônicos apreendidos durante as diligências.
  • Rejeição, por enquanto, do bloqueio de imóveis, veículos, aeronaves e embarcações.

Fonte: Decisão do TJ-SP