Entre exames e obras do MAI, AD fica atrás do PS e Chega em nova sondagem
A AD ficou atrás do Partido Socialista (PS) e do Chega numa nova sondagem, conhecida esta sexta-feira. O partido de coligação do Governo surge assim à saída do pódio com 23,2% das intenções de voto, numa altura em que tanto o Ministério da Educação como o da Administração Interna estão envolvidos em polémica.
De acordo com o barómetro Diário de Notícias/ Aximage, que recorreu a 501 entrevistas feitas a 20 e 21 de julho, os socialistas continuam a liderar esta análise pelo 5.º mês consecutivo, com 29,2% das intenções de voto. Este resultado fica dentro da margem de erro de 4,4%. Apesar de estar a liderar esta análise, o PS fica aqui longe dos 33,4% que conseguiu em maio.
Mas não são só estes seis pontos percentuais que separam a AD do PS - é que, pelo meio, está o Chega, com 26,4%. Note-se que, em relação a junho, o partido liderado por André Ventura obteve quase mais três pontos.
Já fora do 'top 3', encontram-se outras mudanças em relação a resultados anteriores. A Iniciativa Liberal destaca-se ao melhorar a intenção de voto com agora 7,4% (melhor do que os últimos 6,5%).
Por outro lado, num mês em que se efetivou a saída de Rui Tavares do cargo de co-porta-voz do Libre - lugar que foi ocupado por Jorge Pinto -, houve também mudança nas intenções de voto. O partido, agora com Pinto e Isabel Mendes Lopes à frente, ficou desceu para os 4,6%. Já o PAN ficou pelos 2,1%, CDU com 1,8% e Bloco de Esquerda com 1,3%.
Quem mantém o PS na liderança? Eleitores 'fiéis'?
A análise indica ainda que, apesar de estarem à frente do partido da AD, o PS e o Chega se distinguem por, nomeadamente, o eleitorado. Isto porque o partido liderado por José Luís Carneiro tem o apoio de quase metade das pessoas a partir dos 65 anos (45,1%). Em relação à AD e ao Chega, a soma do eleitorado a partir desta faixa etária não perfaz o do PS, dado que se a coligação que tem à frente Luís Montenegro fica com 25,4%, o Chega fica com 16,7%.
Aponta o Diário de Notícias que os mais ricos (classe A/B) pendem mais para o PS (35,7%). Depois, para a AD /(24,8%), Chega (17,1%) e a IL (10%).
Já o Chega, principal partido da Oposição, é o escolhido pelos mais novos, dos 18 aos 34 anos (37%). As camadas mais jovens optam depois pelo PS (17,8%) e pela AD (16,8%).
A análise indica ainda que também os eleitores do PS e do Chega são os mais fiéis, já que, segundo o que explicaram 94,5% dos eleitores que votaram no Chega nas últimas legislativas, voltariam a fazê-lo. 83,7% continuariam escolher o Partido Socialista, mesmo com a mudança de líder, já que nas últimas eleições deste tipo era ainda Pedro Nuno Santos o secretário-geral.
Quanto à AD, só 69,5% dos inquiridos repetiriam o voto no caso de novas eleições, com 13,1% a preferirem o PS, 5,9% o Chega e 5,5% à IL.
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