Espanha rejeita reivindicações de Marrocos e reitera que "Ceuta e Melilla são espanholas"
O Governo espanhol transmitiu hoje a Marrocos que rejeita as reivindicações de soberania do país africano sobre Ceuta e Melilla, reiterando que “são duas cidades espanholas” que fazem parte da “integridade territorial” e da soberania espanhola.
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“Rejeitamos e rejeitaremos categoricamente qualquer abordagem diferente relativamente a Ceuta e Melilla”, frisou o Ministério dos Negócios Estrangeiros a Marrocos, segundo fontes do ministério liderado por José Manuel Albares, citadas pela agência Europa Press.
Com esta mensagem, enviada por via diplomática, o governo espanhol respondeu às declarações do ministro da Justiça marroquino, Abdellatif Ouahbi, que reivindicou hoje o “direito histórico” de Marrocos sobre as cidades autónomas.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros não esclareceu se Albares falou diretamente com o seu homólogo.
A diplomacia espanhola recordou ao governo marroquino que tanto Ceuta como Melilla fazem parte da fronteira entre Espanha e a União Europeia (UE) e que a sua soberania é “reconhecida internacionalmente”.
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“São também parte integrante do território da UE”, acrescentaram.
As declarações de Marrocos surgiram na sequência da crise migratória em Ceuta, que ocorreu quando cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola, situada no norte de África, num período de 24 horas.
Destas, cerca de 70.000 já regressaram a Marrocos, segundo dados das autoridades espanholas.
No início de agosto, estimava-se que entre três mil e cinco mil migrantes, incluindo menores e jovens, permaneciam no enclave espanhol de Ceuta.
Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.
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