"Estabilidade". NATO saúda acordo dos EUA com Dinamarca e Gronelândia
O acordo foi celebrado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa), tendo o seu porta-voz dito à britânica Sky News que será importante para "uma região vital".
Já o presidente do comité militar da aliança atlântica, o almirante Giuseppe Cavo Dragone, considera este compromisso como um acordo e, como tal, é bem-vindo, uma vez que a NATO "tem muitas atividades em curso" na região, do ponto de vista militar, afirmou numa conferência de imprensa citada pela Europa Press.
A Dinamarca e a Gronelândia confirmaram na sexta-feira à noite, um acordo com os Estados Unidos sobre a segurança no Ártico e no Atlântico Norte, que deverá ser assinado na próxima semana, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.
"Saúdo a perspetiva de um bom acordo para a Gronelândia, o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos", declarou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em comunicado, após um anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump.
O acordo "reforça a nossa segurança comum no Ártico e no Atlântico Norte e é, por isso, benéfico para a NATO e para a Europa", declarou Frederiksen.
Por sua vez, o chefe do Governo da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, saudou o acordo "que garante e reforça a segurança da Gronelândia, do Reino da Dinamarca, dos Estados Unidos e da aliança ocidental".
Donald Trump anunciou um acordo que dá a Washington "controlo permanente sobre a segurança" da Gronelândia, banindo também neste território dinamarquês qualquer presença militar ou investimentos sensíveis de países "adversários".
Trump ameaçou por diversas vezes, no ano passado, tomar o controlo da Gronelândia, não excluindo mesmo o recurso à força, gerando alarme na Dinamarca e entre aliados da NATO.
Após uma reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, em Davos, Trump anunciou em janeiro ter "formado a estrutura" de um futuro acordo sobre a Gronelândia e retirou a ameaça de tarifas anteriormente feita a países que apoiassem a Dinamarca no diferendo.
Um acordo de defesa de 1951 ao abrigo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e que está formalmente em vigor, rege a presença militar norte-americana na Gronelândia, prevendo inclusivamente vias para a expandir.
A Dinamarca mantém jurisdição soberana da Gronelândia, mas os Estados Unidos têm jurisdição exclusiva sobre as suas próprias instalações militares no território, onde operam a Base Espacial de Pituffik, que apoia alerta de mísseis, defesa antimísseis e vigilância espacial.
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