Estamos mais perto de encontrar o ET? Descoberta histórica numa "super-Terra" entusiasma os cientistas
E se o ET tivesse uma morada?
A pergunta pode parecer saída de um filme de Hollywood, mas continua a ser uma das maiores obsessões da ciência. Há décadas que os astrónomos procuram um planeta parecido com a Terra onde a vida possa existir. Agora, acreditam ter encontrado uma das pistas mais promissoras.
Segundo a ‘Unilad Tech’, investigadores detetaram, pela primeira vez, uma atmosfera em torno de um planeta rochoso situado na chamada zona habitável de outra estrela — uma descoberta que está a entusiasmar a comunidade científica.
O planeta chama-se LHS 1140 b, fica a cerca de 48 anos-luz da Terra e é uma “super-Terra”: um mundo rochoso cerca de cinco vezes mais massivo do que o nosso e com um diâmetro significativamente maior.
Mas não são as suas dimensões que despertam o interesse.
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É o local onde se encontra.
Um planeta onde a vida pode ter uma oportunidade
O LHS 1140 b orbita uma pequena anã vermelha numa região conhecida como Zona Goldilocks. O nome vem do conto infantil da Carochinha Dourada (“Goldilocks”), onde tudo tem de estar “no ponto certo”. Também aqui acontece o mesmo.
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O planeta não está demasiado perto da estrela, onde o calor destruiria qualquer hipótese de vida, nem demasiado longe, onde tudo permaneceria congelado. Está precisamente na faixa onde poderá existir água em estado líquido — um dos ingredientes considerados essenciais para o aparecimento da vida.
Foi precisamente por isso que a descoberta ganhou tanta importância.
Até hoje, os cientistas já tinham encontrado atmosferas em gigantes gasosos, mas nunca num planeta rochoso localizado na zona habitável.
“É a primeira vez que alguém encontra uma atmosfera num planeta rochoso na zona habitável de outra estrela”, explicou Collin Cherubim, investigador da Universidade de Harvard.
Então… há ET?
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Ainda não.
E os próprios cientistas fazem questão de travar qualquer entusiasmo excessivo.
Apesar da descoberta da atmosfera, não existe qualquer evidência de vida naquele planeta.
“O planeta parece reunir os ingredientes essenciais, mas neste momento não temos qualquer prova de que exista vida”, sublinha Cherubim.
Mesmo assim, a descoberta representa um enorme avanço.
Sem atmosfera, um planeta dificilmente consegue manter condições favoráveis à vida durante milhares de milhões de anos. A confirmação de que um mundo rochoso pode conservar esse invólucro gasoso abre novas possibilidades para encontrar outros candidatos semelhantes.
O início de uma nova caça
O LHS 1140 b está longe de ser uma segunda Terra.
O seu ano dura apenas 25 dias, mostra sempre a mesma face à estrela e a atmosfera parece ser rica em hélio, muito diferente da nossa.
Mas isso não significa que seja um mundo estéril.
A astrofísica Sara Seager, do M.I.T., recorda que algumas formas simples de vida conseguem sobreviver em ambientes muito diferentes daqueles que encontramos na Terra. Para a investigadora, o mais importante é que esta descoberta demonstra que podem existir muitos outros planetas semelhantes ainda por descobrir.
É precisamente essa a esperança da comunidade científica.
Cada novo exoplaneta encontrado ajuda a perceber melhor como se formam mundos parecidos com o nosso e aproxima os investigadores da resposta a uma pergunta que acompanha a Humanidade há séculos.
Estamos sozinhos no Universo?
Ainda ninguém conhece a resposta.
Mas, algures a 48 anos-luz da Terra, poderá estar uma das melhores pistas encontradas até hoje.