Este hábito comum nas férias pode aumentar risco de demência, diz estudo

🗓️ 2026-07-25 📁 lifestyle 📝 ⏱️ 👁️ : -

Investigadores da área da demência sabem há algum tempo que alterações de sono estarão associadas ao risco de Alzheimer, embora seja difícil determinar se a condição causa o sintoma ou vice-versa. Poderá ser, inclusive, uma combinação de ambos. 

Independentemente da relação, um estudo anterior mostrou que os idosos que dormiam menos de cinco horas por noite tinha duas vezes mais de probabilidade de desenvolver demência ao longo de cinco anos do que aqueles que dormiam entre seis e nove horas. 

No entanto, destaca o Huffington Post, um novo estudo publicado na revista Alzheimer's & Dementia tentou perceber por que a duração de sono mais longa parecia aumentar o risco da doença. 

Sono versus demência: Pormenores do estudo

A pesquisa analisou 2.410 participantes, todos com mais de 65 anos. Os investigadores compararam os padrões de sono dos indivíduos com um tipo modificado de proteína tau, descrita como uma "característica da doença de Alzheimer". 

Níveis mais elevados desta proteína começaram a ser observados entre as oito e as nove horas de sono, aumentando ainda mais após 10 horas. Importa notar que os números não se referem apenas a uma noite isolada de sono, mas sim a uma rotina.

Para os pesquisadores, tal poderá significar que indivíduos mais velhos que dormem por longos períodos têm uma maior probabilidade de apresentar alterações neurodegenerativas precoces.

Este estudo dá seguimento a um artigo de 2025, que descobriu que dormir mais de nove horas por noite podia afetar de forma negativa o desempenho cognitivo em pessoas de todas as idades, sobretudo as diagnosticadas com depressão. 

Apesar destas conclusões, são necessárias mais pesquisas sobre o assunto. A autora do estudo, Vanessa M. Young, afirmou: "Muitas pessoas estão preocupadas com a forma como os seus hábitos de sono afetam a saúde do cérebro. Como este estudo retrata um momento específico e não se trata de um estudo a longo prazo, não podemos afirmar que dormir demais causa Alzheimer, mas os resultados sugerem que poderá valer a pena acompanhar a frequência de sono e que dormir mais nem sempre é melhor para a saúde do cérebro". 

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Mariline Direito Rodrigues | 23:11 - 08/07/2026