Este hábito pode aumentar o risco de morte em 24%, destaca estudo

🗓️ 2026-08-19 📁 lifestyle 📝 ⏱️ 👁️ : -

Hábitos como tomar uma bebida depois do trabalho ou um copo de vinho ao jantar são muito comuns, uma vez que são associados a momentos de descontração e descanso. 

Ao longo dos anos têm sido realizados diversos estudos sobre o consumo de álcool e respetivos efeitos. Os resultados discordam entre si. Se há quem defenda que se deva cortar na totalidade o consumo de álcool, por outro há quem acredite que em pequenas doses não há efeitos nocivos. 

Tendo isto em conta, um novo estudo feito pelo College of Cardiology’s Annual Scientific Session coloca uma importante questão: será que o tipo de bebida é tão importante como a quantidade?

Como foi feito o estudo

Para esta pesquisa, os investigadores acompanharam 340.924 pessoas por mais de 13 anos, em média, relacionando os seus hábitos de consumo de álcool com a forma e o momento das suas mortes.

Ao ingressarem no estudo, os participantes responderam a um questionário alimentar. De seguida foram divididos em quatro grupos com base na quantidade de álcool que consumiam diariamente e semanalmente. 

O que o estudo descobriu?

O sinal mais claro veio dos maiores consumidores de álcool. Comparados com pessoas que nunca ou raramente bebiam, aqueles que faziam parte do grupo mais alto de consumo tinha 24% maior probabilidade de morrer (por qualquer causa).

Também tinham 36% maior probabilidade de morrer de cancro e 14% maior probabilidade de morrer de doenças cardíacas.

Em níveis baixos e moderados, os resultados variaram conforme a bebida. Cerveja, sidra e bebidas brancas foram associadas a um risco maior de morte, enquanto quantidades semelhantes de vinho foram associados a um risco menor. Mesmo níveis baixos de bebidas brancas, cerveja ou sidra apresentaram um risco 9% maior de morte cardiovascular.

Estas descobertas corroboram um conjunto maior de pesquisas revistas por pares sobre o consumo excessivo de álcool. Um estudo de 2026, publicado na revista Cancer, que contou com 88.092 participantes, descobriu que as pessoas que consumiam mais álcool apresentavam um risco 25% maior de desenvolver cancro colorretal e os que consumiam álcool em excesso de forma persistente enfrentavam um risco 91% maior. 

As preocupações também se alargam ao cérebro. Um estudo de 2025, publicado na revista Neurology associou o consumo excessivo de álcool a danos nos pequenos vasos sanguíneos do cérebro, bem como a alterações cerebrais relacionadas com demência.

Quais as conclusões práticas?

A conclusão mais óbvia que se pode inferir é: menos álcool, normalmente, é melhor para a saúde, sendo que o consumo excessivo acarreta riscos mais evidentes. 

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Mariline Direito Rodrigues | 09:48 - 14/08/2026