Newsletter/ Estivemos na "rân-tré" dos três maiores partidos

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Fotografia de Miguel Pinheiro

A mensagem em áudio foi enviada para toda a equipa da rádio na sexta-feira passada às 12h10. Poucas horas depois começaria a festa do PSD no Pontal e teria início oficialmente o período de rentrée dos maiores partidos. Dias depois José Luís Carneiro discursaria para os socialistas em Olhão e logo a seguir seria a vez de André Ventura. Quem abriu a mensagem (e toda a gente a abriu de certeza) ouviu a voz do Ricardo Conceição. O subdiretor do Observador estava com uma baguette imaginária debaixo do braço: “Olá, fica aquele alerta anual. Diz-se rân-trérân-tré… e não riéne-tré ou rân-tria. É rân-tré. Esta palavra francesa vai ser muito usada durante os próximos dias.”

Apesar da origem francesa da palavra, as rân-trés dos principais partidos são coisas muito portuguesas: tanto no PSD como no PS, houve porco no espeto; no Chega, vá lá, houve vinho; e José Luís Carneiro, esforçadamente, dançou com o Rancho Folclórico Moncarapacho.

No Pontal, estavam inúmeros ministros — mas não estava Luís Neves. E apareceram ainda o omnipresente Sebastião Bugalho e o omnipotente Hugo Soares. Na audiência, todos estavam devidamente bronzeados e exibiam camisas brancas, para aumentar o contraste. No Chega, faltaram alguns deputados mais destacados, a começar pelo líder do grupo parlamentar, Pedro Pinto. É natural: a rân-tré do partido foi marcada por André Ventura com apenas 24 horas de antecedência.

A Mariana Lima Cunha cruzou toda a informação e dá-nos a chave para perceber o que se passou no artigo “Linhas vermelhas, Orçamento e a “censura moderna”. O que as rentrées nos disseram sobre o ano político que começa”.

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