Estrela de ‘Smallville’, Kristin Kreuk fala a VEJA sobre novos papéis e relação com fãs brasileiros

🗓️ 2026-08-18 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -
Mulher de cabelo castanho preso, vestindo blazer xadrez marrom e preto, olhando para a esquerda em uma biblioteca com estantes cheias de livros ao fundo
Kristin Kreuk em 'Murder In A Small Town' (./Divulgação)

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Consagrada até os dias de hoje por seu papel como Lana Lang na série Smallville: As Aventuras do Superboy – sucesso absoluto do início dos anos 2000 –, a atriz Kristin Kreuk iniciou sua carreira em Hollywood ainda jovem, com cerca de 20 anos. Agora, aos 43, mais madura e à frente das próprias escolhas sobre os papéis que deseja assumir, ela retorna aos holofotes com a estreia de Murder in a Small Town, novo lançamento da Universal+ que chega ao Brasil nesta quarta-feira, 19 de agosto. Criada por Ian Weir, a adaptação é baseada na série de livros de L.R. Wright, que acompanha a chegada do policial Karl Alberg (Rossif Sutherland) à pacata cidade costeira de Gibsons, no Canadá. Na busca por tranquilidade com a mudança, ele se depara com uma série de assassinatos misteriosos que a abalam a comunidade local, ao mesmo tempo em que se apaixona por Cassandra Lee (papel de Kristin), uma bibliotecária com quem passa a se relacionar. Em entrevista a VEJA, a atriz fala sobre os desafios da nova personagem e a relação com os fãs brasileiros.

O que a atraiu sobre Murder in a Small Town? Foram duas coisas: a primeira é que eu conhecia os produtores, porque fiz um filme com eles há muitos anos atrás, chamado Entre Dois Mundos. A segunda foi, obviamente, a personagem. A Cassandra é muito diferente de tudo que já interpretei. Eu amei a liberdade e a abertura emocional dela, além do fato de ela ser divertida e ter uma visão para a comunidade e si mesma. Eu queria fazer um papel que nunca fiz antes.

Qual foi o maior desafio de interpretar Cassandra? Cada papel como atriz tem desafios, mas sinto que neste a dificuldade foi manter a verdade durante toda a série. Ela não é envolvida em nenhum dos crimes, exceto quando é a própria vítima. Encontrar um jeito de garantir que ela estivesse muito presente ao longo da temporada, mesmo que ela não fizesse parte de alguns episódios, foi realmente um desafio.

Smallville foi um grande sucesso no Brasil e ainda tem uma base fiel de fãs. Você sente essa conexão com o público brasileiro? Eu sinto. A mesma coisa com A Bela e a Fera (2012). Os fãs brasileiros sempre me apoiaram muito. Eles têm sido espetaculares desde então.

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Você interpretou Lana Lang há mais de 20 anos. O que mais te surpreende sobre como a personagem ainda é lembrada? É engraçado, porque até hoje nós ainda fazemos convenções de Smallville. É uma série que reverberou profundamente para as pessoas e também há uma nova geração que está assistindo agora. Muitas pessoas da Geração Z me encontram hoje em dia e falam termos como mogging [gíria da internet — muito usada por jovens nas redes sociais — que significa superar, eclipsar ou dominar outra pessoa, principalmente pela aparência física] e todas essas coisas estranhas que eu não entendo, porque eu sou velha (risos). Mas sim, há algo que ainda ressoa sobre essa personagem e isso é muito bonito.

O que mudou na forma como escolhe seus papéis ao longo dos anos? Sinto que agora eu finalmente posso escolher o que quero fazer. Essa é uma das maiores mudanças. Eu costumava me sentir muito reativa, porque não entrei nessa carreira com muita atenção. Eu entrei porque surgiu uma oportunidade, mas até então eu ia para a universidade. Eu não tinha nenhuma visão sobre o que era ter uma carreira séria e não sabia se eu tinha ou sequer merecia ter o poder de escolher meus papéis. Agora não me sinto mais assim. Se eu quiser escolher um papel, eu posso. Mas também existem muitos papéis que eu não consegui. Em uma série como essa, eu posso decidir se quero ou não participar. Não sinto que tenho mais a obrigação e isso me dá muita liberdade.

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O que Murder in a Small Town tem de diferente em comparação a outros trabalhos que você já fez? Essa é provavelmente a série mais confortável que eu já fiz. É uma produção em que você sabe que o crime vai ser resolvido e os personagens vão ficar bem. E você pode ver os personagens se apaixonarem por si mesmos e descobrirem o amor na meia-idade, tentando se conectar mesmo partindo de pontos diferentes. Essa é uma experiência maravilhosa para se ter num mundo tão caótico e incerto.

https://youtu.be/st1zT3nEA6o?si=Vnxj9oniKVt8bUf-

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