Estudo indica que anticonvulsivante pode frear tumor infantil grave e raro
Saúde
O medicamento levetiracetam desacelera o crescimento de gliomas raros e pode prolongar a sobrevida em crianças, mostra pesquisa
17/09/2026 15:02
, atualizado 17/09/2026 15:16

Um medicamento já usado para controlar convulsões pode ajudar a conter um tipo agressivo e raro de tumor cerebral em crianças. O levetiracetam, indicado na rotina clínica para epilepsia, foi associado a uma redução no crescimento de gliomas difusos da linha média, segundo estudo publicado nesta quinta-feira (17/9) revista Nature Medicine.
Esses tumores atingem regiões do cérebro e da medula espinhal e estão entre os mais difíceis de tratar. Nos Estados Unidos, afetam cerca de 300 a 400 crianças por ano. A taxa de sobrevida em cinco anos gira em torno de 1%.
Os pesquisadores observaram que o fármaco interfere na comunicação elétrica entre as células tumorais e neurônios saudáveis. Essa conexão é usada pelo câncer para sustentar o próprio crescimento.
Dados de prontuários de 218 pacientes pediátricos também indicaram que crianças que receberam o medicamento viveram, em média, mais tempo do que aquelas que não usaram a substância.
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Como o medicamento atua
Gliomas difusos da linha média utilizam sinais de células nervosas para crescer. Esses sinais chegam por meio de conexões chamadas sinapses, que permitem a troca de impulsos elétricos entre células. O levetiracetam reduz esse tipo de sinalização.
No estudo, os cientistas verificaram que ele bloqueia a transmissão desses estímulos para as células tumorais, o que desacelera a multiplicação do câncer.
Experimentos com camundongos reforçaram o achado. Nos animais com esse tipo de tumor, o crescimento das células malignas foi menor após o uso do medicamento. Já em outros tumores cerebrais, o efeito não foi observado.

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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
boonchai wedmakawand

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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
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A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
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Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
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Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
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A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
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Resultados diferentes entre tumores
A análise mostrou que o efeito do levetiracetam varia conforme o tipo de câncer. Em gliomas que surgem em outras áreas do cérebro, o medicamento não alterou a evolução da doença. Isso ocorre porque esses tumores não apresentam o mesmo tipo de conexão elétrica com neurônios, o que limita a ação do fármaco.
Os pesquisadores também indicam que o mecanismo de ação nas células tumorais não é o mesmo que explica o efeito anticonvulsivante em neurônios saudáveis. Esse processo ainda está em investigação.
Próximos passos
Os cientistas planejam iniciar ensaios clínicos para testar o uso do levetiracetam de forma direcionada nesses tumores. A expectativa é avaliar com mais precisão o efeito do medicamento em pacientes.
Mesmo com os resultados, o fármaco não é visto como solução isolada. A proposta é que ele seja usado em combinação com outras estratégias, como terapias com células modificadas para atacar o câncer.
O estudo também sugere que medicamentos já disponíveis podem ser reaproveitados contra tumores, já que muitos deles conseguem atingir o cérebro e têm perfil de segurança conhecido.