EUA atacam ilha iraniana de Larak e reacendem guerra com Teerão - 24 Notícias
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Os Estados Unidos atacaram dois lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak, no estreito de Ormuz, naquele que foi o primeiro ataque norte-americano diretamente contra território iraniano em cerca de um mês. Washington afirma que os equipamentos estavam a ser preparados pela Guarda Revolucionária para lançar foguetes com minas marítimas no estreito, enquanto Teerão classificou a operação como uma agressão e prometeu responder.
O ataque ocorreu no domingo, 30 de agosto, e marcou o regresso dos ataques norte-americanos ao território iraniano desde o final de julho. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), as forças norte-americanas observaram elementos da Guarda Revolucionária Islâmica a preparar os lançadores para uma operação que poderia ameaçar as rotas internacionais de navegação.
O CENTCOM justificou a operação como uma ação limitada e de precisão destinada a impedir uma nova colocação de minas marítimas no estreito de Ormuz. As forças norte-americanas tinham concluído, na semana anterior, uma operação de remoção de minas das rotas internacionais de navegação.
A ilha de Larak tem importância estratégica devido à sua localização junto ao estreito de Ormuz, uma das principais passagens mundiais para o transporte de petróleo. Antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo mundial transitava por esta via marítima.
A operação norte-americana foi realizada com recurso a drones, segundo meios de comunicação iranianos e fontes norte-americanas. Os Estados Unidos afirmam ter destruído os dois lançadores que representavam a ameaça à navegação comercial.
A Guarda Revolucionária confirmou o ataque e afirmou que a ofensiva provocou mortos e feridos entre militares e civis, embora não tenha divulgado inicialmente um número oficial. O grupo prometeu uma "resposta" e "punição" contra os responsáveis.
Fontes iranianas citadas por meios internacionais apontaram posteriormente para pelo menos dois mortos e dois feridos, mas este balanço não foi confirmado de forma independente.
O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que Teerão "não procura a guerra", mas que "nunca ficará parado perante qualquer agressão".
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