EUA retomam ataques contra o Irã após mortes de militares americanos | G1
Esta é a oitava noite seguida de ataques dos EUA contra o Irã. Nos últimos bombardeios, os americanos atingiram infra-estrutura civil, como pontes e usinas de dessalinização.
Antes dos ataques de sábado, o líder supremo do Irã afirmou que Washington pagaria por "tentar escalar o conflito".
O Comando Central informou em comunicado que os ataques aéreos começaram às 19h (horário de Brasília), por ordem do presidente Donald Trump.
"Os ataques visam reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia na noite passada", afirmou o comando, sem fornecer mais detalhes.
A agência de notícias iraniana Mehr informou que os EUA realizaram um ataque perto de Sirik, no sul do Irã, acrescentando que não houve relatos de vítimas ou danos à infraestrutura.
Segudo o jornal "The New York Times", o ataque à Jordânia danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo modelos de combate como os Black Hawks.
Desde o início da guerra, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos.
"Em 17 de julho, dois membros das forças armadas dos EUA na Jordânia foram mortos em ação enquanto o Comando Central dos EUA (CENTCOM) e forças parceiras se defendiam contra ataques com mísseis balísticos iranianos e drones. Além disso, um membro das forças armadas está atualmente desaparecido em ação", diz o comunicado do Comando Central (CentCom).
"Quatro membros das forças armadas americanas foram levados para hospitais jordanianos. Eles já foram liberados desde então. Outros militares que foram avaliados por ferimentos leves retornaram ao serviço", afirma a nota.
O CentCom não revelou os nomes dos militares mortos e feridos.

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Escalada militar
Teerã e Washington vêm realizando uma escalada militar desde o naufrágio do acordo de cessar-fogo assinado entre os dois países em junho.
"A repetida violação dos compromissos do Grande Satã em relação ao acordo, mais uma vez, revelou a verdade: a assinatura do presidente dos Estados Unidos tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano", diz a publicação.
Teerã anunciou também neste sábado que estava suspendendo os compromissos assumidos pelos termos do cessar-fogo de junho.
Segundo a mídia estatal iraniana, bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan, no sul do país.
A agência IRNA afirmou que uma usina de dessalinização foi destruída, interrompendo o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, enquanto outra foi danificada na estratégica ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz.
Mulheres sentam-se ao lado de uma faixa com os dizeres "Matem Trump" em inglês, durante um comício pró-governo na sexta-feira, 17 de julho de 2026, em Teerã, Irã — Foto: AP/Vahid Salemi
Em resposta, o Irã lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo neste sábado.
O Kuwait foi alvo de ataques contínuos. Uma usina de dessalinização foi atingida, e as operações no Aeroporto Internacional do Kuwait foram suspensas devido a sucessivas ameaças de mísseis e drones.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas no Kuwait.