Wall Street pinta-se de vermelho após juro da dívida a 30 anos atingir máximos de 2004

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Wall Street pinta-se de vermelho após juro da dívida a 30 anos atingir máximos de 2004

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.

14:46

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14h45

José Miguel Pires

Wall Street pinta-se de vermelho após juro da dívida a 30 anos atingir máximos de 2004

Wall Street começou a penúltima sessão da semana em terreno negativo, num dia de aumentos no preço do petróleo e nos juros da dívida. A "yield" das obrigações a 30 anos, por exemplo, tocou em níveis não vistos desde 2004.

Assim, o S&P 500 desce 0,37%, o Dow Jones cai 0,09% e o Nasdaq Composite recua 0,68%, depois de ter atingido máximos históricos no início da semana.

Em termos individuais, destaca-se a Meta, a subir quase 2% depois de ter apresentado três novos pares de óculos inteligentes durante a conferência Meta Connect, na quarta-feira. A Oracle, por seu lado, cai cerca de 5%, depois de ter enviado uma notificação de "força maior" à empresa responsável pelo desenvolvimento de um centro de dados no Novo México, para proteger-se de possíveis aumentos de custos. As fabricantes de semicondutores estão também a sofrer quedas significativas, destacando-se a Marvell (-2,30%), a Nvidia (-1,44%), a AMD (-0,93%) e a Intel (-0,46%).

Os receios inflacionistas voltaram ao centro das atenções dos investidores. As preocupações com o Brent acima dos 105 dólares e o sobreaquecimento da economia norte-americana fazem aumentar a pressão sobre os mercados obrigacionistas, afastando-se os investidores das bolsas.

"As 'yields' mais elevadas das obrigações estão a tornar-se um obstáculo mais relevante para as ações", afirmou Simon Wiersma, do ING Bank. "Uma redução nas tensões no Médio Oriente poderá aliviar alguma pressão sobre os mercados obrigacionistas, mas a questão de fundo é o aumento estrutural das necessidades de financiamento a nível global", acrescentou, citado pela Bloomberg.

A mais recente subida do petróleo surge depois de um responsável iraniano ter avisado que Teerão poderá alargar a guerra ao Oceano Índico se os Estados Unidos ou Israel voltarem a atacar. "Agora que a guerra se estendeu do Golfo Pérsico e do estreito de Ormuz ao Mar Vermelho, poderá, na próxima fase de um eventual conflito, alargar-se ainda mais", afirmou Yahya Rahim Safavi, alto responsável da Guarda Revolucionária Islâmica, citado pela agência semioficial iraniana Fars.

"Os preços do petróleo continuam a ser o principal fator em jogo", afirmou Nadège Dufosse, responsável pela área multiativos da Candriam. "Os investidores estão a navegar às cegas, porque é impossível prever para que lado vão as negociações entre o Irão e os Estados Unidos", acrescentou, citada pela Bloomberg.

12h46

Euribor desce a três e a 12 meses e mantém-se a seis meses

A taxa Euribor desceu esta quinta-feira a três e a 12 meses e manteve-se a seis meses.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 3,013%, o mesmo valor de quarta-feira e um novo máximo desde outubro de 2024, atingido na quarta-feira.

Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor baixou hoje, para 3,308%, menos 0,023 pontos.

A Euribor a três meses também cedeu hoje, ao ser fixada em 2,614%, menos 0,008 pontos que na véspera.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, o BCE tinha subido, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 28 e 29 de outubro em Frankfurt.

Em agosto, a média mensal da Euribor subiu, de novo, a três, a seis e a 12 meses, mas com maior intensidade do que em julho e mais acentuadamente no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em agosto subiu 0,088 pontos para 2,513% a três meses e 0,066 pontos percentuais para 2,713% a seis meses.Já a 12 meses, depois de ter baixado em junho, a média mensal da Euribor avançou 0,099 pontos para 2,954%.

09h20

José Miguel Pires

Bolsas europeias começam sessão em terreno misto após "sell-off" obrigacionista

As principais praças europeias estão a negociar sem um rumo definido, nesta quinta-feira, depois de os juros da dívida terem atingido níveis não vistos há cerca de duas décadas. Em França, por exemplo, o juro da dívida a 10 anos chegou a tocar em níveis de 2008, na quarta-feira.

O Stoxx 600, índice de referência para a Europa, recua 0,07%. Entre as praças nacionais, em Lisboa, o PSI sobe 0,32% para 9.663,19 pontos, enquanto em Madrid o IBEX 35 avança 0,26% para 19.682,60 pontos. Em sentido contrário, o CAC 40, em Paris, cede 0,38% para 8.092,61 pontos, o DAX, em Frankfurt, desliza 0,14% para 25.376,07 pontos e o FTSE MIB, em Milão, recua 0,13% para 51.922,53 pontos. Em Londres, o FTSE 100 valoriza 0,17% para 10.723,44 pontos.

Entre as ações, a Hennes & Mauritz recua 3,13%, com os reembolsos de tarifas a mascararem uma descida da margem de lucro no terceiro trimestre. Já a Hiab cai 6,64%, após o banco SEB ter cortado a recomendação da empresa finlandesa de "comprar" para "manter", perante receios de que o crescimento seja travado por encomendas abaixo do esperado na recém-adquirida Labrie.

As ações europeias vêm de três semanas consecutivas em queda, com os investidores preocupados com o impacto dos preços elevados da energia na inflação e nas taxas de juro. Simon Wiersma, estratega-chefe de investimento do ING, afirmou que o aumento dos custos de financiamento está a tornar-se um desafio mais relevante para as ações.

"O meu cenário base não é que as 'yields' mais elevadas desencadeiem um mercado 'bear' generalizado nas ações, mas é provável que limitem a expansão das avaliações e tornem o crescimento dos lucros cada vez mais importante", acrescentou o estratega do ING, citado pela Bloomberg.

Embora alguns setores europeus, como a banca, estejam em posição de beneficiar da subida das "yields", Joachim Klement, estratega da Panmure Liberum, considera que o mercado europeu no seu conjunto é mais sensível ao aumento dos custos de financiamento do que o norte-americano. "O melhor mercado para se estar é o mercado britânico, mais defensivo", afirmou, citado pela Bloomberg.

09h13

José Miguel Pires

Juros da dívida seguem praticamente inalterados em pleno "sell-off"

Os juros da dívida seguem praticamente inalterados na manhã desta quinta-feira, em pleno clima de "sell-off" que levou, no caso francês, a "yield" da dívida a 10 anos a atingir máximos de 2008. A OCDE lançou, na quarta-feira, um alerta para o crescimento das "yields", antevendo maiores dificuldades para os governos lidarem com os custos cada vez maiores do financiamento da dívida.

A "yield" das Bunds alemãs a 10 anos, de referência para a Europa, sobe 0,6 pontos-base para 3,557%, enquanto a das obrigações italianas na mesma maturidade avança 0,9 pontos para 4,510%. Na Península Ibérica, o juro da dívida portuguesa a 10 anos agrava-se 0,4 pontos para 3,941% e o da espanhola sobe 0,3 pontos para 4,041%.

Em contraciclo, a "yield" das obrigações francesas a 10 anos alivia 0,1 pontos para 4,654%. Fora da Zona Euro, o juro da dívida britânica a 10 anos sobe 0,6 pontos para 5,351%.

O aumento do preço do petróleo, que esta quinta-feira segue acima dos 103 dólares por barril, no caso do Brent, está a influenciar os receios nos investidores de uma crise inflacionista mais duradoura, colocando pressão sobre os banco centrais para aumentarem as taxas diretoras de juro.

Nos Estados Unidos, o juro da dívida a 10 anos atingiu máximos de 2007 na quarta-feira, superando os 5,11%. A divulgação de dados sobre o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) acima do esperado deu força às apostas de que a Reserva Federal poderá aumentar as taxas de juro na sua reunião de outubro. Este mês, a Fed subiu as taxas diretoras em 25 pontos-base, protagonizando a primeira subida desde 2023.

09h00

José Miguel Pires

Dólar regista ligeiras quebras. Risco de intervenção no iene volta a estar em foco

O dólar está a ser negociado com poucas alterações na sessão desta quinta-feira, perdendo algum terreno perante o euro, a libra e o iene. Os investidores olham com atenção para a crescente probabilidade de que a Reserva Federal volte a aumentar as taxas diretoras de juro na sua próxima reunião, numa altura em que o juro das Treasuries a 10 anos atingiu níveis de 2007 na quarta-feira.

Assim, o euro aumenta 0,08% para 1,1391 dólares, ao mesmo tempo que a libra esterlina avança 0,04% para 1,3245 dólares.

A Fed, recorde-se, aumentou as taxas de juro em 25 pontos-base na reunião de setembro, registando a primeira subida desde 2023. Desde então, os comentários de vários membros da Fed reforçaram as apostas do mercado em aumentos de juros. Os resultados do Índice de Gestores de Compras (PMI, na sigla em inglês) dos EUA, divulgados na quarta-feira, mostraram-se além do esperado, impulsionando ainda mais as expectativas de um ciclo de aperto monetário.

Já no Japão, o dólar recua 0,04%, situando-se em 158,257 ienes. O risco de intervenção no iene volta a estar em foco com o regresso do Japão de três dias feriados nos mercados, à medida que a moeda se aproxima do nível de 160 ienes, altamente vigiado pelos investidores.

Embora o Banco do Japão tenha acelerado o ciclo de aperto monetário na sua última reunião, aumentando as taxas de juro para máximos de 1995, houve votos contra no conselho de política monetária, e a Reserva Federal norte-americana parece estar num caminho mais restritivo.

"O USD/JPY poderá em breve ultrapassar os 160 se as 'yields' dos EUA continuarem a subir e o mercado continuar a testar a determinação do Japão em defender o iene", afirmou Carol Kong, estratega cambial do Commonwealth Bank of Australia, citada pela Bloomberg. Uma passagem rápida acima desse limiar aumentaria de forma significativa a probabilidade de ação oficial, sobretudo tendo em conta a recente consulta às taxas de câmbio junto dos bancos ("rate check"), noticiada pela imprensa, e o precedente de intervenções coordenadas, acrescentou a estratega do Commonwealth Bank of Australia.

08h36

José Miguel Pires

Preço do ouro recua com dados económicos dos EUA mais fortes do que o esperado

O preço do ouro está a recuar na manhã desta quinta-feira, depois de dados económicos dos EUA mais fortes do que o esperado terem reforçado as apostas de que a Reserva Federal (Fed) poderá voltar a subir as taxas de juro para combater a inflação. Um cenário que tende a pesar sobre o metal precioso, por ser um ativo que não gera juros.

A onça de ouro recua 0,29% para 4.274,89 dólares. Desde o início do mês, a descida já ultrapassa os 3%, o que deixa o metal precioso ainda mais longe do recorde de janeiro, quando superou os 5.300 dólares por onça.

Os dados divulgados mostram que a atividade empresarial nos Estados Unidos cresceu ao ritmo mais rápido em mais de cinco anos, com a forte procura a impulsionar as novas encomendas e o emprego nas empresas industriais e de serviços.

A pressão sobre o ouro coincide com uma forte subida dos juros da dívida um pouco por todo o mundo. Na quarta-feira, a "yield" das obrigações soberanas de França a 10 anos saltou para 4,6%, o nível mais alto desde julho de 2008.

Nas últimas semanas, a trajetória do ouro tem sido ditada sobretudo pelas perspetivas para os juros da Fed, com os investidores a avaliar se os preços elevados da energia vão manter as pressões inflacionistas suficientemente fortes para justificar novas subidas.

O governador da Fed Michael Barr afirmou que deverão ser necessários novos aumentos para trazer a inflação de volta à meta de 2% do banco central, juntando-se a uma série de avisos semelhantes de outros responsáveis da Fed nos últimos dias, segundo os quais as pressões sobre os custos parecem ser persistentes. O mercado de swaps desconta atualmente pelo menos três subidas até abril do próximo ano, segundo a Bloomberg.

Ainda assim, o ouro já incorporou em grande medida os riscos de subidas dos juros, afirmaram analistas do Standard Chartered, entre os quais Emily Ashford, numa nota citada pela agência de notícias financeiras. Os analistas esperam mais uma subida dos juros pela Fed este ano e sublinham que o metal precioso está a ser sustentado pelas fortes entradas de capital nos fundos cotados (ETF) e pelas compras da China.

08h18

José Miguel Pires

Preço do petróleo com novos aumentos. Brent aproxima-se dos 104 dólares por barril

O preço do petróleo está a registar novas subidas na manhã desta quinta-feira, revertendo os alívios que se tinham feito sentir ao longo do início da semana.

O barril de petróleo Brent, de referência para a Europa, está a ser negociado com acréscimos de 0,64%, em 103,74 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os Estados Unidos, segue com avanços de 0,54% para 92,66 dólares por barril.

À subida do preço do petróleo alia-se um forte "sell-off" da dívida, que tem levado os juros a máximos de várias décadas. Os investidores temem uma crise inflacionista mais prolongada, que possa colocar pressão sobre os bancos centrais para continuarem a elevar as taxas diretoras de juro.

O preço do crude tem sido fustigado pela instabilidade no Médio Oriente, nomeadamente no estreito de Ormuz, por onde, antes do início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão, em fevereiro, passava cerca de 20% do tráfego de petróleo. Nesta quinta-feira, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, pediu ao Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, o restabelecimento da liberdade de navegação no estreito de Ormuz e o fim dos ataques contra países vizinhos.

07h54

José Miguel Pires

Bolsas asiáticas fecham sessão em terreno negativo antes do encontro Xi-Trump na Casa Branca

As principais praças asiáticas fecharam a sessão desta quinta-feira em terreno negativo, na véspera da cimeira entre o Presidente da China, Xi Jinping, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Também o aumento do preço do petróleo e o "sell-off" global de dívida que levou as "yields" a máximos com várias décadas marcam a atualidade bolsista.

O MSCI Asia Pacific - "benchmark" para a negociação asiática - está a negociar com recuos de 0,75% esta manhã, à medida que os investidores aguardam com atenção as conclusões da cimeira Xi-Trump, onde deverão ser discutidos os termos comerciais entre os dois países, entre outros assuntos. Enquanto o Presidente chinês aterrava na base aérea de Andrews, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, anunciava que as tréguas comerciais entre os dois países foram prolongadas em dois meses.

Os principais índices chineses não se mostraram, no entanto, muito otimistas com a realidade atual. O Hang Seng regista recuos de 0,42% e o Shanghai Composite de 1,09%. Em termos individuais, destaca-se a queda de mais de 2% das ações da plataforma chinesa Baidu.

Noutros pontos da região, o índice japonês Topix recuou 0,4%, ao mesmo tempo que o tecnológico Nikkei aumentou 0,8%, depois de três dias de inatividade na bolsa japonesa devido a feriados nacionais. "As valorizações de hoje devem-se sobretudo a uma recuperação do setor tecnológico durante a pausa", afirmou Koji Takeuchi, investigador sénior do Itochu Research Institute.

O sentimento geral mantém-se, ainda assim, cauteloso, com os investidores atentos à cimeira Xi-Trump e com a situação no Médio Oriente a continuar instável, acrescentou o investigador. "É impossível para os investidores preverem para onde vão as coisas a partir daqui", disse Takeuchi, citado pela Bloomberg, completando: "A tomada de mais-valias parece agora estar a surgir, à medida que a subida inicial arrefece".

Por seu lado, o índice sul-coreano Kospi avançou 0,90%. A bolsa da Coreia do Sul registou um dia de crescimentos, com a Samsung e a SK Hynix, duas das mais importantes cotadas do país, a crescerem 3,25% e 1,20%, respetivamente.

Na Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 auguram um arranque da sessão no vermelho, caindo 0,39%.

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