Explosões ouvidas na capital da Ucrânia após alerta de mísseis balísticos

🗓️ 2026-08-16 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"Kyiv está sob ataque de mísseis balísticos. Fiquem em casa!", declarou o autarca Vitali Klitschko na plataforma de mensagens Telegram pouco antes das 03:00 (01:00 em Lisboa).

A administração militar da capital reportou um incêndio num edifício não residencial no distrito de Obolonsky.

As autoridades de Kryvyi Rig, uma cidade industrial no centro da Ucrânia, onde o Presidente Volodymyr Zelensky cresceu, indicaram também que um ataque com mísseis e drones tinha como alvo duas empresas industriais locais.

Do lado russo, as defesas antiaéreas abateram pelo menos 38 drones que ameaçavam Moscovo durante a madrugada, disse o presidente da Câmara da capital, Sergei Sobyanin, na plataforma de mensagens MAX.

No sábado, o Presidente ucraniano anunciou um ataque contra o centro de foguetões e espaço da agência espacial russa, Roscosmos, a 900 quilómetros da fronteira ucraniana, e uma base aérea em Nizhny Novogorod, a cerca de 700 quilómetros.

"Na região russa de Samara, foi atingida uma das empresas-chave da Roscosmos: o centro 'Progress', que, entre outras atividades, estava envolvido na produção de componentes eletrónicas", indicou Volodymyr Zelensky nas redes sociais.

No ataque, foram utilizados mísseis Flamingo, desenvolvidos pela empresa Fire Point, acrescentou.

Segundo o Presidente ucraniano, os ataques contra a Rússia visaram ainda a base aérea de Savasleyka, na região de Nizhny Novogorod, onde estão estacionados transportadores de mísseis.

Nos últimos meses, os ataques têm vindo a aumentar em ambos os lados da frente, quatro anos e meio depois da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, naquele que se tornou o conflito mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

A Rússia disparou um número recorde de mísseis contra a Ucrânia em julho, de acordo com uma análise da agência de notícias France-Presse aos relatórios diários da força aérea ucraniana, enquanto Kyiv pressiona o presidente dos EUA, Donald Trump, para fornecer mais recursos para lidar com eles.

De acordo com um relatório da Missão de Monitorização dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia, julho foi o mais mortífero para os civis na Ucrânia desde maio de 2022, com 437 mortos e 2.610 feridos.

A capital ucraniana, em particular, pagou um preço elevado, com pelo menos 54 mortos e 202 feridos. As forças russas lançaram repetidamente bombardeamentos maciços sobre Kyiv, utilizando mísseis balísticos e de cruzeiro.

Desde o início do ano, o organismo da ONU registou 12.477 vítimas civis (1.839 mortos e 10.638 feridos), um aumento de 44% face ao período homólogo, e mais do dobro face a 2024.

Em resposta aos bombardeamentos diários que visam o seu território, a Ucrânia também intensificou os ataques com drones contra a Rússia.

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