K-pop é tema de exposição na avenida Paulista, em SP - 06/09/2026 - Passeios - Guia Folha
São Paulo
O Centro Cultural Coreano no Brasil inaugura nesta terça (8) a exposição “K-pop Encontra a Música Tradicional Coreana”. Grátis, a mostra busca traduzir como alguns elementos antigos da cultura da Coreia do Sul influenciaram nas músicas, nos desenhos e no cinema do país hoje.
Para isso, a organização escolheu apresentar o gugak —nome usado para se referir à música tradicional do país— como premissa. O termo abrange diferentes estilos musicais criados na Coreia ao longo de séculos, incluindo canções populares, músicas tocadas em rituais e apresentações para a monarquia, abolida em 1910.
São três núcleos expositivos, que usam referências às bandas BTS e Stray Kids, aos doramas e ao filme de animação "Guerreiras do K-pop" para contextualizar a exposição. Nesses casos, a intenção é convidar quem já é fã da cultura coreana para conhecer as origens da arte no país.
O primeiro desses espaços é o gut –nome dado a um ritual xamânico da Coreia–, que ajuda a explicar a relação entre o mundo dos vivos e o dos espíritos com a trama que do filme "Guerreiras do K-pop". Na animação da Netflix, as Huntrix (caçadoras) usam símbolos para lutar contra espíritos malignos que se alimentam de emoções humanas.
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No espaço, o visitante poderá acompanhar espetáculos de dança e ver itens usados no xamanismo coreano, como sinos, leques e chapéus.
Depois, há o gat, núcleo dedicado ao conceito pungryu. O primeiro termo se refere a um chapéu preto com abas largas muito tradicional na Coreia. Já o segundo é usado como sinônimo do hábito de apreciar arte e natureza, o que se reflete no refinamento dos dramas e videoclipes coreanos.
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A montagem desse núcleo reúne itens antigos, a exemplo de instrumentos musicais como gayageum, um instrumento longo de 12 cordas, feito com madeira e tocado na horizontal —ele, o músico dedilha e pressiona as cordas, em movimentos que lembram uma harpa deitada. Há também o haegeum, instrumento de duas cordas é tocado na vertical com um arco, e o janggu, tambores em formato de ampulheta, com uma pele em cada extremidade.
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O terceiro núcleo, chamado kkun, é dedicado aos músicos, cantores e dançarinos que praticam formas artísticas antigas da cultura coreana e as transmitem ao longo de gerações.
O espaço inclui, por exemplo, artistas de pansori, que usam canções e instrumentos de percussão para narrar histórias, além de grupos de dança pungmul. É neste núcleo que a exposição faz referência a artistas contemporâneos da Coreia do Sul, como os grupos BTS e Stray Kids.
A montagem também preparou uma instalação em formato de árvore. Nela, o visitante pode escrever desejos em cartões e pendurá-los nos galhos, ação que recria uma prática antiga de comunidades coreanas, cuja árvore chamada dangsan funciona como símbolo de proteção e ligação espiritual para as pessoas.
A exposição fica em cartaz até 8 de novembro, aberta a visitas de terça a domingo.
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K-pop Encontra a Música Tradicional Coreana
Centro Cultural Coreano no Brasil - av. Paulista, 460, Bela Vista, região central. Estreia: ter. (8), às 10h. Até 8/11. Ter. a sáb., das 10h às 18h30. Dom. e feriados, das 11h às 17h