ExxonMobil promete integrar empresas moçambicanas em megaprojeto

🗓️ 2026-07-24 📁 business-finance 📝 ⏱️ 👁️ : -

"Quando o projeto avançar para além da decisão final de investimento, eventos para fornecedores como este serão realizados regularmente para assegurar a inclusão e uma ampla participação das empresas [locais] interessadas em integrar a cadeia de fornecimento do projeto", disse Lauren Glushik, citada numa nota divulgada pelo Conselho Executivo Provincial de Cabo Delgado.

Segundo a mesma nota, a responsável destacou que o desenvolvimento das empresas moçambicanas será essencial para o sucesso do projeto Rovuma LNG, liderado pela ExxonMobil, defendendo uma maior participação nacional na cadeia de fornecimento.

O governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, afirmou, por sua vez, que o executivo provincial continuará a trabalhar com parceiros para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento do setor privado, à criação de emprego e ao crescimento económico inclusivo.

"O Conselho Executivo Provincial de Cabo Delgado reafirma o seu compromisso de continuar a trabalhar com todos os parceiros para promover um ambiente favorável ao desenvolvimento do setor privado, à criação de emprego e ao crescimento económico inclusivo da nossa província", declarou Valige Tauabo.

Moçambique tem três projetos aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, ao largo da costa de Cabo Delgado, consideradas entre as maiores do mundo.

O projeto Coral Sul, liderado pela Eni, é atualmente o único em produção, desde 2022. Em outubro passado foi ainda aprovado o investimento na segunda plataforma flutuante de liquefação de gás, Coral Norte, avaliada em 7,2 mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros), que deverá permitir duplicar a produção para sete milhões de toneladas anuais de gás natural liquefeito (GNL) a partir de 2028, estando em estudo uma terceira unidade.

Após quatro anos de suspensão devido à insegurança provocada pelos ataques armados em Cabo Delgado, o projeto Mozambique LNG, da Área 1, liderado pela TotalEnergies e avaliado em 20 mil milhões de dólares (17,4 mil milhões de euros), retomou oficialmente em janeiro e prevê uma produção até 13 milhões de toneladas anuais de GNL a partir de 2029.

Segue-se o projeto Rovuma LNG, da Área 4, estimado em 30 mil milhões de dólares (26,1 mil milhões de euros), cuja construção e operação serão lideradas pela ExxonMobil como operadora delegada do projeto, estando prevista uma capacidade de produção de 18 milhões de toneladas anuais após 2030.

"Estamos a dar bons passos com a Exxon", afirmou o chefe de Estado moçambicano, em entrevista à Lusa em 14 de julho.

"Estamos a trabalhar para que, se tudo correr bem, até setembro deste ano, de 2026, possamos também assinar a decisão final de investimento. Estamos a falar do maior projeto de investimento privado do continente africano", enfatizou.

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