FC Porto ataca Giménez... e Ruben Amorim agradece: "Tem olfato goleador"
Depois de André Silva, Inbeom Hwang, João Afonso, Mame Niang e Eirik Granaas, o FC Porto vira todas as atenções do mercado de transferências de verão para Santiago Giménez, o alvo predileto de Francesco Farioli para colocar um ponto final na autêntica 'dor de cabeça' que se tem revelado o setor mais adiantado do terreno.
Sem Samu Aghehowa, que continua a recuperar de uma rotura total do ligamento cruzado anterior do joelho direito e só deverá estar apto em meados de novembro, recaiu sobre André Silva a responsabilidade de liderar a frente de ataque azul e branca... mas uma entorse no tornozelo direito travou-lo logo na jornada inaugural da I Liga.
Sobra, desta maneira, Deniz Gul como alternativa para a posição número 9, algo que a estrutura azul e branca considera manifestamente curto, daí a investida pelo internacional mexicano, que os rossoneri já demonstraram abertura para emprestar com vista à nova temporada desportiva de 2026/27.
Com isso em mente, o Desporto ao Minuto procurou perceber ao certo os motivos pelos quais o jogador de 25 anos de idade (que, em tempos, chegou a ser associado ao interesse do Benfica) não entra nas contas do treinador português Ruben Amorim junto de quem sabe, como é o caso do jornalista italiano Giacomo Iacobellis.
"Penso que houve vários fatores a contribuir. As lesões condicionaram claramente a sua continuidade, mas também não conseguiu oferecer o rendimento que o AC Milan esperava, depois do investimento realizado", começou por afirmar, referindo-se aos cerca de 30 milhões de euros pagos ao Feyenoord, em janeiro do passado ano de 2025.
"Nunca conseguiu encontrar uma continuidade real nem converter-se numa referência ofensiva, e, pouco a pouco, foi perdendo peso na hierarquia da equipa. Além disso, a crise do AC Milan baixou o nível de todos os jogadores", acrescentou o repórter do portal transalpino Tuttomercatoweb.
"Santiago Giménez poderá voltar a converter-se num jogador interessante, também, para Amorim"
Giacomo Iacobellis apresenta Santiago Giménez como "um avançado de área", que "vive, sobretudo, dos últimos 20 a 25 metros e que tem no olfato goleador numa das suas principais virtudes". "Ataca bem a profundidade, sabe movimentar-se nas costas dos defesas e tem bons movimentos dentro da área", algo que Francesco Farioli aprecia.
Em contraponto, "o seu impacto é menor quanto tem de participar muito na construção de jogo ou jogar de costas para a baliza". Ainda assim, acredita que uma eventual cessão ao FC Porto "pode ser, sobretudo, uma oportunidade para relançá-lo"... até porque Ruben Amorim ainda não desistiu do avançado.
"Giménez ainda tem 25 anos, e não podemos esquecer-nos do nível que mostrou no Feyenoord. Se conseguir recuperar os golos, a continuidade e a confiança, poderá voltar a converter-se num jogador interessante, também, para Amorim. Muito dependerá, evidentemente, de como se der a operação e das condições do empréstimo", sublinhou.
"As expetativas por Rodrigo Mora são muito altas"
No entanto, não é só de Santiago Giménez que se faz a 'ponte' entre o FC Porto e o futebol italiano. Isto porque, em paralelo, continua a ser negociada a transferência de Rodrigo Mora para a AS Roma, numa operação que André Villas-Boas acredita que pode vir a ascender aos 50 milhões de euros.
Giacomo Iacobellis assume que "as expetativas são muito altas", até porque o jogador de apenas 19 anos de idade "é considerado um dos jovens mais interessantes que apareceram, nos últimos anos, em Portugal, e, em Itália, existe a sensação de que pode ter um impacto importante, também, na Serie A".
"Tem técnica, personalidade, capacidade para superar adversários no um contra um, e, sobretudo, uma qualidade especial para jogar entre-linhas. O interesse da AS Roma e de [Gian Piero] Gasperini confirma a consideração que existe em torno do seu talento", explicou, mostrando-se crente de que, com o treinador giallorosso, pode render mais do que com Francesco Farioli.
"Gasperini demonstrou, nos últimos anos, que sabe potenciar os jogadores ofensivos com talento, imaginação e capacidade para desequilibrar no um contra um. Mora poderia ter mais liberdade para mover-se entre linhas e atacar os espaços, sem estar tão condicionado por funções rígidas", prosseguiu.
"A grande incógnita será a sua adaptação à intensidade e à exigência física da Serie A, mas, do ponto de vista tático, o contexto de Gasperini parece muito mais adequado para as suas caraterísticas", concluiu.
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