Fernanda, a “Loba”, compara disputa entre MasterChef amador e profissional
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Chef que foi vice-campeã do MasterChef em 2022 disputa nova edição do MasterChef Profissionais
07/10/2026 02:00

A edição de 2026 do MasterChef Profissionais marca o retorno de participantes que já passaram pela cozinha do reality. Entre eles está Fernanda Oliveira, que ganhou o apelido de “A Loba” ao disputar a versão para amadores, em 2022. Quatro anos depois, ela volta ao programa para encarar um desafio diferente: competir com chefs que já atuam profissionalmente na gastronomia.
Em entrevista ao Metrópoles, Fernanda falou sobre as diferenças entre as duas experiências e avaliou que a competição entre profissionais tem outra dinâmica. Segundo ela, enquanto os amadores chegam ao programa movidos principalmente pela paixão pela gastronomia, os chefs também encaram o reality como uma oportunidade de apresentar o próprio trabalho.
“Quando a gente entra aqui como amadores, a gente vem com essa paixão pela gastronomia, mas não tem um conhecimento a fundo. Então eu sinto que parece que o ego fala um pouco mais alto. Quando a gente entra para uma versão de profissionais, onde as pessoas estão ali para mostrar o seu trabalho”, explicou.
Veja o antes e depois do elenco do MasterChef

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Marcelo Verde: vice-campeão da 1ª temporada do MasterChef Profissionais, em 2016. Perdeu a final para Dayse Paparoto.
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Léo Salles: vencedor do MasterChef Confeitaria, em 2025. Chef confeiteiro e consultor, participa agora da disputa entre profissionais.
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Hugo Merchan: vice-campeão da 6ª temporada do MasterChef Brasil, em 2018. Era dentista quando participou do reality e depois migrou para a gastronomia.
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Léo Santos: quinto colocado do MasterChef Brasil, em 2017. Depois do programa, tornou-se chef confeiteiro e consultor.
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Lubyanka Baltar: quinta colocada da 2ª temporada do MasterChef Profissionais, em 2017. Atualmente, é chef executiva do Esperanto Boteco, em João Pessoa.
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Irina Cordeiro: terceira colocada da 2ª temporada do MasterChef Profissionais, em 2017. Hoje, é dona dos restaurantes Cuscuz da Irina e Irina Beira de Praia.
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Fernanda Oliveira: vice-campeã da 9ª temporada do MasterChef Brasil, em 2022. Conhecida como Loba no programa, hoje é chef do Pepita PF, em São Paulo.
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William Peters: vice-campeão da 3ª temporada do MasterChef Profissionais, em 2018. Atua com gastronomia, aulas e consultorias.
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Helena Furtado: participante da 8ª temporada do MasterChef Brasil, em 2021. Atualmente, é chef do Pinga Boteco, em Barcelona.
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Em 2022, Fernanda terminou a competição como vice-campeã e, depois do programa, aproveitou as oportunidades que surgiram para se dedicar profissionalmente à gastronomia: fez estágio com Helena Rizzo, passou por outros restaurantes e realizou o curso que ganhou na Le Cordon Bleu como prêmio.
Hoje, com três anos de experiência na área, ela afirma que o tempo de carreira é um dos desafios de participar da edição, já que vai competir ao lado de profissionais com décadas de atuação.
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“Eu fui uma das participantes que tive menos tempo de gastronomia. Então isso fez com que eu me desafiasse muito mais todos os dias. Eu entro ali para mostrar o que eu sei, mostrar que meu pouco tempo de cozinha, como eu nunca parei de estudar, nunca parei de trabalhar, fez e montou essa minha base para ser quem eu sou hoje como profissional”, destacou.
Apesar da pressão da competição, Fernanda também vê a participação como uma oportunidade de aprender com os demais chefs. “Eu também entro para poder aprender com esse monte de cozinheiros profissionais que são incríveis e vocês vão se apaixonar nessa edição”.
O retorno ao MasterChef tem um significado especial para a chef porque foi no reality que ela deu os primeiros passos na gastronomia profissional. Agora, ela volta à cozinha ao lado de outros participantes que também deixaram a versão amadora e seguiram carreira na área, como Léo Santos e Hugo Merchan.
Fernanda também percebe diferenças na relação entre os concorrentes. Para ela, a disputa entre profissionais pode ser mais saudável, já que os participantes também estão atentos à própria imagem no mercado. Isso não elimina a rivalidade, mas contribui para uma relação de maior respeito entre os chefs.
“Existe a rivalidade, existem as trocas, existem embates, porque às vezes eu não concordei com uma atitude, mas existe um respeito maior”, diz.