Flávio diz que usará imagem de Bolsonaro até o "limite da legislação"

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Eleições 2026Brasil

Em entrevista, o presidenciável afirmou que seus advogados irão balizar até que ponto ele poderá usar a imagem do ex-presidente

18/08/2026 09:17

, atualizado 18/08/2026 09:49

Beto Barata/PL.
Vídeo de Bolsonaro feito por IA foi exibido na convenção que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, disse nesta terça-feira (18/8) que seguirá usando a imagem de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na disputa eleitoral de 2026 até “o limite que a legislação permitir”. A declaração ocorre em meio à discussão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o alcance das regras que tratam de deepfakes nas campanhas.

“O jurídico ainda vai me dar o limite. Vou usar o limite do que a legislação permitir”, afirmou o parlamentar em entrevista à Rádio Itatiaia.

Flávio foi perguntado sobre a presença do pai na campanha e como fará para se descolar da imagem do ex-chefe do Planalto e trilhar um caminho próprio nas eleições.

Ele afirmou que Jair Bolsonaro é sua referência e afirmou que caberá ao departamento jurídico da campanha definir o alcance do uso da imagem do pai nas peças eleitorais.

“Vai ser uma campanha que o jurídico vai me dar o limite até onde posso usar a imagem do presidente Bolsonaro e de que forma. É mais um sintoma de que nós não estamos em uma democracia plena. Não é porque uma pessoa está com os seus direitos políticos cassados que ela não pode ter opinião”, declarou.

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Na entrevista, o presidenciável também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por proibir as visitas ao ex-presidente até o fim da campanha. Segundo ele, o magistrado quer “enterrar vivo” o seu pai.

“O atual relator do processo dele, o ministro Alexandre de Moraes, não permite que ele sequer se comunique por carta, proíbe a visita de seus filhos, proíbe tudo. Ele quer enterrar vivo o presidente Bolsonaro. Só que o efeito é contrário, as pessoas se indignam mais”, destacou.