FNE quer saber quantos professores faltam nas escolas para abertura do ano letivo
A Federação Nacional da Educação pediu hoje esclarecimentos ao Ministério da Educação sobre os professores em falta nas escolas, na abertura do ano letivo, e exigiu mudanças políticas para fixar docentes onde são necessários.
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Num alerta divulgado em comunicado, a FNE afirmou que há escolas ainda à procura de professores e questionou o ministério sobre os horários que continuam sem candidato, quantos correspondem a necessidades anuais e a horários completos, quais os grupos de recrutamento e os concelhos mais afetados e quantos alunos poderão ser abrangidos por esta situação.
A organização pretende “mais transparência”, informação atualizada e partilha dos dados disponíveis, alegando que só conhecendo com rigor a dimensão e a localização das necessidades será possível envolver escolas, organizações sindicais e restantes parceiros educativos na procura das respostas mais adequadas, tanto para os problemas imediatos como para aqueles que exigem soluções estruturais.
“Depois da mobilidade interna, da contratação inicial e das duas reservas de recrutamento, realizadas em 28 de agosto e 04 de setembro, abrangendo necessidades em 35 grupos de recrutamento, os dados mostram que, já às portas do início das aulas, continuam a existir escolas à procura dos professores de que necessitam”, sublinhou a estrutura sindical.
De acordo com a FNE, a experiência do ano letivo transato (2025/2026) ajuda a perceber a dimensão desta movimentação tardia: “Só nas duas primeiras reservas de recrutamento foram efetuadas 3.705 colocações”.
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Referindo que há grupos de recrutamento e territórios onde é cada vez mais difícil encontrar professores, a FNE considerou que a distância em relação à residência, a duração e a dimensão dos horários, o custo da habitação e das deslocações, além das próprias condições oferecidas, ajudam a explicar este desajustamento, pelo que instou o Governo a tomar medidas para atrair e valorizar os docentes.
“O nosso sistema de ensino precisa de uma estratégia consistente e continuada para atrair, formar, fixar e reter professores. Isso exige carreiras e salários valorizados, melhores condições de trabalho, menos burocracia e medidas efetivas de apoio à deslocação e à fixação dos docentes nos territórios onde a escassez se faz sentir”, argumentou a FNE.