Gabinete de André Ventura vandalizado na Assembleia. PJ no local
O presidente do Chega, André Ventura, divulgou um vídeo nas redes sociais, mostrando o chão do seu gabinete da Assembleia da República repleto de papéis, com o local a ter sido alvo de vandalismo. Fonte do partido confirmou ao Notícias ao Minuto que a Polícia Judiciária (PJ) foi chamada ao local.
"Assim está o meu gabinete esta manhã na Assembleia da República", escreveu Ventura numa publicação partilhada na rede social X (antigo Twitter). As imagens do local podem ser vistas na galeria acima.
"Alguém estava à procura de alguma coisa e não se coibiu de agir dentro do próprio Parlamento. Não sei ainda se foi roubado algum documento ou não, mas atingimos o grau zero da nossa democracia", rematou o líder do Chega, num primeiro momento.
Questionada pelo Notícias ao Minuto, a PJ esclareceu que "tomou conta da ocorrência" e referiu, sem mais detalhes: "Estamos a desenvolver diligências através da Unidade de Contraterrorismo".
Ventura diz que documentos são relacionados com Luís Neves
Posteriormente à situação ser conhecida, Ventura falou na Assembleia da República, dando conta de que "alguém lá se introduziu [no gabinete], vandalizando o próprio gabinete e levando também algumas coisas que estavam no gabinete".
Questionado sobre que tipo de informação continham os documentos, o presidente do Chega adiantou que "um dos lotes dos documentos que desapareceram estavam numa das pastas que estão logo em cima da mesa e que se referiam à comissão parlamentar de inquérito ao dr. Luís Neves".
André Ventura referiu ainda que outros documentos que desapareceram "tinham que ver com informação política relacionada com o gabinete do primeiro-ministro e já tinham mais de um ano".

Gabinete vandalizado? Documentos em falta relacionados com Luís Neves
Depois de o seu gabinete na Assembleia da República ter sido vandalizado, André Ventura adiantou que os documentos levados estão relacionados com a comissão parlamentar de inquérito do atual ministro da Administração Interna, assim como documentos relacionados com o primeiro-ministro.
Maria Gouveia | 11:54 - 28/07/2026
Montenegro quer investigação "rápida e conclusiva"
Em declarações aos jornalistas em São João da Madeira, em Aveiro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, foi questionado sobre a situação, logo após esta ser conhecida. "Não faço menor ideia do que possa ter acontecido. Se houve algum ato de vandalismo, deve ser investigado e responsáveis responsabilizados. É inconcebível numa democracia madura como é a democracia portuguesa", referiu.
"Se foi nas instalações de um órgão de soberania, por maioria de razão, esse trabalho deve ser rápido e conclusivo", nomeadamente "para que possamos erradicar qualquer tentação mais extremista em termos de ataque aos esteios do sistema democrático e ao respeito daqueles que representam a vontade política do povo português", disse.
Ao início da tarde, também o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, informou que estava a acompanhar o caso da alegada invasão do gabinete do presidente do Chega, "em articulação com os serviços da Assembleia".
Veja as imagens na galeria acima.
[Notícia atualizada às 12h41]
Leia Também: Gabinete vandalizado? "Alguém lá se introduziu e levou algumas coisas"